22/04/2021 às 19h12min - Atualizada em 23/04/2021 às 14h32min

Tiradentes e o Espírito Maçônico

Álvaro Crovador (*)

SALA DA NOTÍCIA NQM
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Divulgação
Neste mês de abril, comemoramos o feriado nacional de Tiradentes. Um dos maiores heróis nacionais foi - sem dúvida - Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Muitos dizem que Tiradentes era Maçom, gerando controvérsia entre historiadores, pois não há fatos históricos escritos que comprovem. Isto também é corroborado pelo fato de não haver Lojas Maçônicas no Brasil em sua época. A primeira Loja em território nacional foi a Cavaleiro da Luz, que surgiu em 1797. Independente do fato de ter sido ou não Maçom, ele foi um herói nacional que contribui para nossa independência.

Tiradentes aprendeu o ofício de dentista com seu padrinho. Depois, entrou para a carreira militar. Por isso, também é conhecido como Alferes Xavier. Iniciou sua carreira na Companhia dos Dragões de Villa Rica (atual Ouro Preto). Promovido de Comandante de Patrulha a Alferes em 1775. Em 1781, foi nomeado para o cargo de Comandante do Destacamento do Caminho do Rio, mas em 1787 licencia-se da tropa.

Retornando à Villa Rica, junta-se a outras pessoas que estavam descontes com as obrigações, como a cobrança da derrama e restrições impostas pelo governo português, a fim de favorecer a indústria portuguesa. Alguns destes haviam estudado na Europa e, com isto, também existem suspeitas de que haviam iniciado na maçonaria por lá.

Contra todas as imposições vindas de Portugal, o grupo tinha como principal objetivo separar o território da coroa portuguesa. Porém, enquanto Tiradentes viajava ao Rio para angariar novos membros, eles foram traídos pelo Coronel Joaquim Silvério dos Reis. Tiradentes foi preso e, assumindo sua responsabilidade para com o movimento, foi o único a sofrer a pena de morte, sendo os demais deportados para a África.

Lembramos no 21 de abril a morte do Alferes Xavier, na forca, em 1792. Ele lutou pela independência do território na esperança de um país melhor para seu povo. Nunca negou sua participação no movimento querendo se esquivar das consequências. Protegeu seus companheiros de luta e, por isso, foi o único a sofrer a pena capital. Talvez por seus gestos, sim, o Tiradentes tinha o espírito de ser Maçom, embora não houvesse sido iniciado. Espírito que emana na vivência coletiva, em busca de Liberdade, Igualdade e Fraternidade para todos. O nome do Patrono Cívico da Nação Brasileira figura no Panteão da Pátria junto com mais de outros 40 heróis nacionais.

(*) Álvaro Crovador é Mestre em Educação e Coordenador de Pós-Graduação do Centro Universitário Internacional UNINTER; Professor do curso de Maçonologia: História e Filosofia


 
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