26/08/2014 às 11h35min - Atualizada em 26/08/2014 às 11h35min

Por que o mundo está em guerra?

Escolas de São Paulo organizam debates com especialistas para ensinar aos alunos os motivos de tantas guerras no mundo moderno

CGC Educação

 

As recentes guerras entre palestinos e israelenses, russos e ucranianos; na Síria e no Iraque estão provocando uma grande apreensão no mundo. No Brasil, nossos jovens tentam entender por que, afinal, em pleno século XXI, os povos não conseguem se entender? Não dialogam? Quem tem razão nestas brigas? Há chances para a paz?

Para entender esta disputa secular por território e por crenças religiosas, diversas escolas estão programando atividades e debates com o objetivo de promover uma ampla reflexão sobre os atuais conflitos no mundo.

Escola Novo Esquema Novo Ângulo (NANE), em Moema criou uma grupo de trabalho extracurricular envolvendo os alunos do Ensino Médio exclusivo para debater os conflitos no Oriente Médio.

O Colégio Ofélia Fonseca, em Higienópolis,  programou um debate com dois especialistas, para falar sobre a guerra entre Israel e o grupo palestino Hamas, na Faixa de Gaza.

Os alunos do Grêmio Pão de Milho, do Colégio Equipe, organizarão um debate, também nesta terça-feira, para tratar do conflito Israel-Palestina, com especialistas de ambos os lados.

Na NANE, o professor de Ciências Humanas Fabio Pauli diz que a ideia de formar um grupo de discussão é aprimorar a capacidade de pesquisa, selecionar e interpretar notícias da mídia e respeitar a multiplicidade de pontos de vista diversos sobre um mesmo tema. "Vamos possibilitar o debate sadio, de caráter sócio-cultural, de um tema tão relevante para a política internacional atual e a paz tão desejada entre os povos", diz. "Os debates não tem qualquer caráter maniqueísta, de estabelecer “certos” e “errados”, ou religioso e visa tão somente o exercício do debate social e político entre os alunos".

No Ofélia Fonseca, o objetivo do debate foi promover uma reflexão acerca dos conflitos no Oriente Médio com um olhar para o atual momento e as relações entre Israel e Palestina. "Com este encontro buscamos ampliar a compreensão dos múltiplos fatores que intervêm na sociedade e refletir sobre o papel historio das instituições políticas e sociais", diz Luiz Fernando, orientador educacional e professor de antropologia. O colégio convidou para o debate o rabino Michel Shlesinger e Guilherme Casarões, mestre em Ciência Política pela USP Michel Shlesinger é bacharel em Direito pela USP. Realizou seus estudos rabínicos de seu mestrado em Jerusalém, no Instituto Schechter. Desde 2005 é rabino na Congregação Israelita Paulista. Guilherme Casarões também é mestre em Relações Internacionais pela Unicamp. Entre seus trabalhos recentes estão “Qual o lugar da Democracia nas Relações Internacionais?” e Construindo Pontes? O Brasil diante da Primavera Árabe".

Já os alunos do Colégio Equipe convidaram dois especialistas no tema, os professores Samuel Feldberg, graduado em Ciência Política e História pela Universidade de Tel Aviv; e Paulo Farah, dirigente do Centro de Estudos Árabes da USP. Feldberg é doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo, coordenador da área temática Oriente Médio do Grupo de Acompanhamento da Conjuntura Internacional da USP, professor de Relações Internacionais das Faculdades Integradas Rio Branco e de Pós-Graduação do Núcleo Diversitas da FFLCH – USP. Paulo Farah é professor doutor na graduação e na pós-graduação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Autor de "Folha Explica O Islã", "Glossário de Termos Islâmicos" e "ABC do Mundo Árabe", entre outras obras, e co-autor de "Edward Said" e de "Diálogo América do Sul-Países Árabes", morou no Oriente Médio e na África durante vários anos. Edita a revista Fikr de estudos árabes e sul-americanos.

 


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