26/08/2014 às 11h42min - Atualizada em 26/08/2014 às 11h42min

O papel do tutor dentro das escolas

Não é raro os estudantes pré-adolescentes começarem a assustar seus pais nesta época do ano com a perspectiva de uma repetência escolar.

CGC Educação

 

 
São os chamados tutores, encarregados de melhorar o rendimento escolar de quem precisa. O papel do tutor de sala de aula, cada vez mais frequente nas escolas privadas, é aproximar-se do aluno e ajudá-lo no desenvolvimento de sua autoestima e consequentemente, na melhora do desenvolvimento acadêmico.
 
Mas o tutor não atua sozinho. Na maioria das escolas que trabalham com tutores, as ações realizadas são decididas em conjunto com a direção pedagógica. Em reuniões periódicas, eles fazem uma avaliação detalhada de cada um dos alunos, discutem casos mais complexos e pensam juntos nas ações que podem ser tomadas para ajudar os alunos em suas dificuldades seja de cunho social, organizacional ou acadêmico. Nessas avaliações, constam também as opiniões dos alunos sobre os professores das matérias em que estão com rendimento abaixo do esperado.
Resultado da prática: os alunos ficam muito mais comprometidos com as aulas e melhoraram o rendimento acadêmico.
Segundo a psicóloga, psicopedagoga e diretora do Colégio Graphein, em São Paulo, Dra. Nívea Fabrício, “podemos dizer que o papel do tutor é ser um companheiro de quem está com tropeços no aprender, para que haja a construção de um conhecimento significativo e que o aluno possa desenvolver confiança na própria capacidade de aprender”.
 
A especialista, que também é presidente da Associação Nacional da Dificuldade de Ensino e Aprendizagem (ANDEA) explica que o tutor pode funcionar de muitas maneiras: atuando em uma área do saber em que o aluno tenha maior dificuldade, ajudando a resgatar a compreensão de conceitos, mediando a realização de atividades de fixação, ensinando a se organizar com a própria agenda e a priorizar tarefas, criando roteiros de estudos, estimulando a habilidade de selecionar informações e efetuar pesquisas, entre outros focos de ação.
 
Porém sua principal função, explica Nívea,  sempre será a de apoio ao processo de desenvolvimento da habilidade de o estudante “aprender a aprender”.

 


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