01/09/2014 às 11h20min - Atualizada em 02/09/2014 às 11h54min

Médico recomenda técnica mini-invasiva para tratar hérnia abdominal

Cada vez mais técnicas laparoscópicas têm sido indicadas para a correção cirúrgica de diversos tipos de hérnias abdominais porque permitem a recuperação mais rápida do paciente, além de estarem associadas a menor risco de complicações.

Básica Comunicações

Cada vez mais técnicas laparoscópicas têm sido indicadas para a correção cirúrgica de diversos tipos de hérnias abdominais porque permitem a recuperação mais rápida do paciente, além de estarem associadas a menor risco de complicações. Tradicionalmente, o procedimento operatório mais empregado é a cirurgia aberta, na qual se coloca uma tela para reforçar a musculatura e reduzir a reincidência do problema. O médico Christiano Claus, do Instituto Jacques Perissat (IJP), clínica de Curitiba especializada em cirurgias mini-invasivas do aparelho digestivo, explica que a tendência atual e crescente na medicina cirúrgica é utilizar formas de tratamento menos agressivas em muitos tipos de doenças e citou como exemplo as cirurgias para retirada da vesícula e para obesidade.

Os médicos do IJP há 15 anos se dedicam a difundir as técnicas minimamente invasivas para inúmeros procedimentos cirúrgicos devido aos variados benefícios para o paciente, dentre eles, menor tempo de recuperação, menos dor no pós-operatório, redução de riscos de complicações e melhor resultado estético. No caso das hérnias abdominais não é diferente e as técnicas mini-invasivas são mais indicadas, garante Claus.

A parede do abdome é formada em quase toda sua extensão por músculos, esclarece Claus. Existem alguns pontos de fraqueza nesta parede muscular, como a região umbilical e inguinal, que pode se transformar em verdadeiros buracos ou orifícios, formando as hérnias. Por esses defeitos podem passar os órgãos intra-abdominais. Os pacientes com hérnia normalmente apresentam um abaulamento no local da hérnia associado à dor ou desconforto local. Além destes sintomas, existe risco de estrangulamento de algum órgão, geralmente o intestino. “Esta é uma situação de emergência e com complicações graves, e requer correção cirúrgica imediata”, explica. Por estes motivos, todo paciente que apresenta suspeita de hérnia deve procurar um cirurgião e, em geral, realizar o procedimento de forma eletiva.

As hérnias mais comuns são aquelas que se localizam na região inguinal ou virilha. Depois vêm as hérnias que ocorrem no umbigo e as incisionais que aparecem no local de uma cirurgia.  Claus afirma que esta patologia é muito frequente: 25% dos homens apresentarão hérnia inguinal ao longo da vida; 5% a 10% da população também pode apresentar hérnia no umbigo ou após a realização de alguma cirurgia. Ele lembra inclusive que “as hérnias abdominais são uma das causas mais comuns de indicações cirúrgicas em todo o mundo”. De acordo com o cirurgião, os principais fatores de risco para a hérnia são idade que causa enfraquecimento dos tecidos; e situações que aumentem a pressão intra-abdominal como gestação e obesidade. “Além disso, os homens são um grupo de risco para hérnia inguinal, uma vez que apresentam uma fraqueza nesta região mais importante que as mulheres’, observa.

Claus destaca que a cirurgia de hérnia é um assunto que ficou "esquecido" por muitos anos até mesmo em congressos médicos. No entanto, com os novos conceitos e modalidades de tratamento se tornou um tema muito “atrativo” no cenário cirúrgico.  Ele destaca que as técnicas abertas ainda se prestam para algumas situações como nas hérnias de grande volume. A necessidade de amplas reconstruções da parede abdominal ainda exige grandes incisões. “Porém, estas são exceções. A maioria das hérnias pode ser tratada por laparoscopia. Sem dúvida, os pacientes se beneficiam das técnicas mini-invasivas. Menos dor, menor tempo de recuperação, retorno mais precoce às atividades e melhor resultado estéticos são algumas das vantagens em relação às técnicas convencionais”, enfatiza.  


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