27/08/2014 às 17h37min - Atualizada em 27/08/2014 às 17h37min

Obras nos córregos Água Preta e Sumaré vão melhorar drenagem na região

Galerias deverão ser finalizadas até o verão de 2015/ 2016. Outras oito obras de drenagem devem ser licitadas até o fim deste ano

SECOM - Prefeitura da Cidade de São Paulo - fotos: Heloisa Ballarini/SECOM

O prefeito Fernando Haddad visitou na manhã desta quarta-feira (27) as obras dos córregos Sumaré e Água Preta, na zona oeste da capital. As obras de ampliação das galerias, uma demanda histórica de moradores e comerciantes da região, aumentarão a capacidade máxima de vazão dos córregos. 

"Essa obra é esperada há pelo menos 20 anos. Se chover o pico do que choveu nos últimos 100 anos, concluída essa obra, a capacidade de vazão estará garantida. Se considerarmos as obras do Cordeiro, Ponte Baixa e essa daqui, Água Preta e Sumaré, teremos a maior obra de drenagem que a cidade já conheceu", afirmou Haddad.

Antiga demanda dos comerciantes e moradores dos bairros do entorno, as obras têm como objetivo minimizar os alagamentos na região, principalmente nas avenidas Francisco Matarazzo, Pompeia e Sumaré, na rua Turiassu e na praça Marrey Junior. Iniciadas em julho de 2013, as obras têm prazo de execução de 33 meses. As intervenções estão inclusas na Operação Urbana Água Branca e estão orçadas em R$ 200 milhões.

No córrego Água Preta, que possui 3.300 metros de comprimento, a capacidade será estendida dos atuais 13 m³/seg para 62,5 m³/seg. No total, serão construídos 3.250 metros de galeria. A avaliação feita para determinar a cessão da galeria que leva a água desses córregos para o rio Tietê foi estabelecida a partir dos picos de chuvas dos últimos 100 anos.

Com 3.700 metros de extensão, o córrego Sumaré possui atualmente capacidade de vazão de 24 m³/seg, que será ampliada para 62,5 m³/seg. Para isso, será necessário um reforço de galeria de aproximadamente 2.570 metros.

As duas galerias seguirão paralelas à Avenida Nicolas Boer, na Barra Funda, cruzarão a Marginal Pinheiros e chegarão até o Rio Tietê. No sentido oposto, cruzarão, por baixo, a linha da CPTM. Para que a obra avance nos dois sentidos, a Prefeitura aguarda uma licença que deve ser emitida pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) e outra pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

"Superados esses dois desafios, a previsão é de solução definitiva não para esse verão, mas o próximo, de 2015/2016. Serão cinco vezes a capacidade de escoamento", afirmou o prefeito.

Na ocasião, Haddad disse ainda que outras oito obras de drenagem serão licitadas até o final do ano. São elas: Bacia do Córrego Tremembé, Córrego Paciência, Parque Linear Ribeirão Perus, Bacia do Aricanduva, Bacia Zavuvuz, Resevatório Paraguai/Éguas, Córrego Abegoária e Riacho do Ipiranga. De acordo com o prefeito, todas receberão recursos do PAC.

"Não tem paralelo. Acho que se somarmos tudo que foi feito em drenagem na cidade de São Paulo, não dá esse volume", disse. 

Programa de Redução de Alagamentos

Além de obras de macrodrenagem, outros 79 pontos com recorrência de alagamento, distribuídos em 21 subprefeituras, passarão por intervenções. Nesses pontos, 22 obras já foram concluídas e outras 27 estão em andamento. Os locais receberão restauração de margens, sistemas de galerias de águas pluviais e pavimentação. O andamento das obras pode ser conferido no site da Prefeitura.
 


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