25/08/2014 às 11h15min - Atualizada em 25/08/2014 às 11h15min

Leis de incentivo fiscal: exposição positiva, a custo zero, que transforma empresas em impulsionadores da cultura, dos esportes e de projetos sociais

Muitas empresas não sabem que podem investir o valor do imposto a ser pago e fazer a diferença na vida de milhares de pessoas. O contador, o profissional de marketing e o de RH têm papel fundamental para mudar esse cenário.

Kelli Gonçalves

Fazer o bem a custo zero é mais simples do que muitas empresas imaginam. Ainda pouco exploradas no Brasil, as leis de incentivo fiscal são hoje o caminho mais sustentável para a implantação de projetos que podem gerar empregos, tirar das ruas adolescentes em situação de risco, melhorar a qualidade de vida de comunidades carentes  e até mesmo formar novos talentos. São projetos que dependiam das verbas de marketing das empresas ou que dependiam da solidariedade de empresários doadores e que ganham uma nova chance com a renúncia fiscal. 

 

Para se ter uma idéia de como esse universo é pouco explorado, há no Brasil mais de 12 milhões de empresas, entre matriz e filiais,  sendo que apenas cerca de 60 mil fazem ou fizeram uso de leis de incentivo para apoiar projetos culturais. 

Há leis de incentivo federais, estaduais e municipais . A Lei Rounet é a mais conhecida, pela idade e pela disseminação, mas há outras como as Leis do idoso, do Câncer, da Mobilidade e o Vale Cultura. Elas podem ser contempladas  pelas empresas que pagam IR, ICMS e até IPTU, dependendo da localidade e atuação da empresa.

Trata-se de incorporar ao planejamento da empresa  ações de marketing e responsabilidade social sem investir dinheiro do caixa diretamente para realizá-las, utilizando apenas o imposto  a ser pago. O contador, o profissional de marketing e o de RH têm papel fundamental para trazer essa realidade para dentro das empresas, mostrando uma forma inteligente de usar os benefícios de se aliar a marca a projetos sociais, culturais e esportivos, da comunidade em que a empresa está inserida ou adotando uma localidade carente.

 “Muitas empresas não sabem que podem investir o valor do imposto a ser pago e fazer a diferença na vida de milhares de pessoas. O contador, o profissional de marketing e o de RH têm papel fundamental para mudar esse cenário. Eles são os agentes com capacidade para trazer essa informação para dentro das empresas”, explica Luan Flávio, diretor da LS Nogueira (www.lsnogueira.com.br), agência que faz a ponte entre as empresas que querem investir e os produtores culturais, esportivos e ONGs.

 

Os benefícios vão além da simples sensação de bem-estar por impactar na melhoria das condições de vida de inúmeras pessoas. Os pontos positivos de ser uma “empresa incentivadora” podem ser percebidos dentro do próprio ambiente corporativo. Os colaboradores muitas vezes são envolvidos diretamente no próprio projeto apoiado, no caso de ações de responsabilidade social, ou usufruem dele, como no caso do patrocínio de peças de teatro, campeonatos esportivos, oficinas de música e dança, entre outros. Além disso, o colaborador reforça os vínculos com a empresa, pois percebe nessa atitude de investir em cultura, esporte ou ação social um lado humano.

Outro benefício para a empresa incentivadora é a exposição positiva da marca, ligada a trabalhos sociais, ações que beneficiam a população. “Isso agrega valor à marca da empresa. E é uma exposição feita sem que a empresa invista dinheiro do caixa, é realizada apenas por meio do imposto  a ser pago”, completa Luan.


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