29/03/2021 às 13h35min - Atualizada em 29/03/2021 às 14h26min

Obra máxima do naturalista Buffon evidencia a relação entre homem e natureza

Uma das publicações mais vultuosas do Século das Luzes, compêndio do naturalista francês concentra-se no método de estudo da história natural, baseado na observação e na experimentação

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“Tomada em sua extensão plena, a História Natural é uma história imensa, que abarca todos os objetos que o universo nos oferece. A prodigiosa multidão de quadrúpedes, pássaros, peixes, insetos, plantas e minerais oferece à curiosidade do espírito humano um vasto espetáculo, cujo conjunto é tão grande que parece ser – e de fato é – inesgotável nos detalhes”, maravilha-se Buffon, este naturalista francês que contemplou a grandiosidade do vasto mundo que o cercava e decidiu estudá-la em sua História Natural, seleção de textos originais organizados e traduzidos por Isabel Coelho Fragelli, Pedro Paulo Pimenta e Ana Carolina Soliva Soria, lançamento da Editora Unesp.
“Surgida entre 1749 e 1778 em 36 volumes, a História Natural de Buffon rivaliza com a Enciclopédia de Diderot e D’Alembert como publicação mais vultosa do Século das Luzes”, explicam os organizadores. “Trouxe contribuições importantes para o pensamento biológico e teve impacto profundo na filosofia.”
Ao longo de mais de 700 páginas – que ainda inclui, de forma gratuita e on-line, um complemento de mais de cem páginas da obra à guisa de degustação, o esplêndido escrito Das épocas da natureza –, o naturalista trafega pela história dos animais à história natural do homem, detém-se sobre os quadrúpedes e sobre uma história e teoria da Terra. “Embora fosse um bom conhecedor da botânica, principalmente dos sistemas de botânicas, Buffon não dedicou nenhum volume a ela no plano da História Natural, ou ao menos ela não consta dos volumes publicados. Outra ausência são os insetos, que ele julga indignos de atenção”, pontuam. Apesar disso, as lacunas temáticas da obra são compensadas pelo que o livro tem de melhor: o apreço pelos mamíferos, ou, mais precisamente, pelos “animais quadrúpedes” em geral.
Cabe falar em atualidade de Buffon? Sem dúvida. “A História Natural se tornou um clássico para aliem da inatualidade da ciência que ela contém. É um livro ímpar, redigido em prosa clássica que envereda pelo sublime, mas, sempre que necessário, detém-se no trivial, e encontra em coisas banais – operações fisiológicas, detalhes de anatomia etc. – a confirmação de que tudo é ordem, tudo é signo, de que cada parte reenvia à outra, revelando um conjunto que se abre para a expansão, sempre parcial e instigante, do inesperado, do maravilhoso”, explicam os organizadores. Neste turbulento período pelo qual passamos, a obra de Buffon é um convite para olharmos para a natureza, “essa sólida construção erigida por nossa imaginação, de maneira a reconsiderar o lugar do humano numa experiência que nos perpassa e nos suplanta, e a redefinir o sentido de um mundo natural que, embora seja marcado pela intervenção de nossa espécie, permanece opaco para nós. Haveria melhor testemunho da atualidade do espírito das Luzes?”
Sobre o autor - Georges-Louis Leclerc (1707-1788), conde de Buffon, foi um naturalista, escritor e matemático francês. Ligado à academia francesa, foi intendente do Jardim do Rei em Paris, durante o reinado de Luís XV. Sua grande obra foi História Natural.
TítuloHistória Natural
Autor: Buffon
Organização e tradução: Isabel Coelho Fragelli, Pedro Paulo Pimenta, Ana Carolina Soliva Soria 
Número de páginas: 758
Formato: 16 x 23 cm
Preço: R$ 164
ISBN: 978-85-393-0812-5

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