25/02/2021 às 15h13min - Atualizada em 25/02/2021 às 15h13min

Zona Leste é região com maior prevalência da Covid-19

Redação

Cidade de SP tem 43% dos infectados assintomáticos, diz inquérito; a fase 3 do inquérito sorológico da Prefeitura também indicou que 16% dos moradores da capital já foram infectados e possuem anticorpos contra o coronavírus, e que subiu para 33,5% o índice de quem relaxou a quarentena.

Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (25) pela Prefeitura de São Paulo apontou que a Zona Leste concentra a maior quantidade de pessoas que tiveram contato com a Covid-19 da cidade. O levantamento também mostrou que a taxa de assintomáticos em toda a capital foi de 30% para 43%.

A Zona Leste já era a região com o maior número de contaminados pela Covid-19, mas a diferença da região em relação às outras aumentou e isso foi destacado na apresentação do secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido.

De acordo com o estudo, que mostra quantas pessoas já foram infectadas pelo coronavírus na cidade por meio de um exame sorológico, 22,9% dos moradores da Zona Leste já foram infectados pelo coronavírus. Paralelamente, o índice é de 13,2% na região Centro-Oeste, 12,3% na região Norte, 11,8% na região Sudeste, e 16,4% na Zona Sul.

O levantamento também indicou as prevalências da infecção em relação ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) na cidade. As infecções continuam atingindo com menor frequência a faixa da população paulistana com IDH alto (10,5%), cujo índice é a metade daquele apresentado entre a população com IDH baixo (20,5%).

O exame sorológico avalia a presença de anticorpos específicos (IgM/igG). Portanto, identifica casos passados da doença e a Prefeitura faz o cálculo da prevalência de acordo com os casos de Covid-19 registrados no E-SUS.

Pesquisa da Prefeitura de São Paulo mostra que casos de Covid-19 atingem mais a Zona Leste da cidade — Foto: Prefeitura de São Paulo/Divulgação

Já a taxa de assintomáticos, que estava em 29,2% em janeiro, passou para 38,3% e, agora, no início deste mês, alcançou os 43%.

"Isso mostra exatamente a necessidade do cuidado", alertou Edson Aparecido. "Atenção para as medidas de distanciamento e uso da máscara em todas as situações, pois pode haver transmissão pelo assintomático. Quanto mais pessoas assintomáticas com a doença, a transmissibilidade se acentua", continuou.

Além disso, também vem aumentando a proporção dos paulistanos que relaxaram com os cuidados da quarentena e passaram a frequentar restaurantes, academias, bares e cafés. O índice alcançou 35,9% da população; em janeiro o índice era de 32,4% e no início desse mês era de 33,5%.

"Isso demonstra que as aglomerações se acentuaram entre as pessoas, sobretudo, há uma tendência entre o jovem adulto entre 20 e 45 anos", disse Edson Aparecido, acrescentando que 17,6% das pessoas infectadas declaram que frequentam ao menos um desses locais.

Ele também informou que o município adquiriu um segundo teste sorológico para compor as análises e o aprimoramento destes estudos. Segundo o secretário, o "Elisa - teste imunoenzimático" deve melhorar as estimativas de infecção pelo coronavírus na cidade de São Paulo.

Fase 3

Os dados foram coletados na fase 3 do inquérito sorológico realizado com adultos acima de 18 anos em todas as regiões da cidade. Esta etapa indicou que 16% dos moradores da capital foram infectados e têm anticorpos contra o coronavírus.

A fase 0 do inquérito, realizada em 2020, apontou que 9,5% dos moradores tinham sido infectados; depois, 14,1% em janeiro de 2021; e revisados para 13,9% na segunda fase realizada no início do mês de fevereiro.

Foram realizadas 1.745 coletas para este estudo e 281 coletas deram positivo.


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