28/01/2021 às 11h46min - Atualizada em 28/01/2021 às 12h24min

Coleção Feminismos Plurais chega à vitrine do Eu Faço Cultura

A coleção foi coordenada pela filósofa e escritora Djamila Ribeiro e reúne oito volumes e 500 exemplares impressos.

SALA DA NOTÍCIA NQM
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Divulgação
Reflexões de autores negros sobre racismo, feminismo, estética, religião, empoderamento e encarceramento estão disponíveis gratuitamente na vitrine da plataforma Eu Faço Cultura com a coleção Feminismos Plurais, coordenada pela filósofa e escritora Djamila Ribeiro.
A coleção é composta de oito volumes e cerca de 500 exemplares impressos. Podem realizar o resgate alunos de escolas públicas, beneficiários de programas sociais do governo federal, população de baixa renda, jovens de 15 a 29 anos portadores da Identidade Jovem, idosos, portadores de necessidades especiais e seus acompanhantes e microempreendedores individuais e representantes de organizações não-governamentais.
 “Lugar de Fala”, de Djamila Ribeiro, é o primeiro volume da coleção. O livro faz uma reflexão sobre quem tem direito à voz numa sociedade estruturada e machista, em que os brancos estão no topo da pirâmide e as mulheres negras na base. “Lugar de fala não é impedir alguém de falar, é dizer que outra voz precisa falar”, explica a autora.
 A questão racial é tratada em dois volumes: “Racismo Recreativo”, de Adilson Moreira, e “Racismo Estrutural”, de Silvio Almeida. Adilson Moreira cita o ambiente de trabalho e programas de televisão em que há casos de discriminação racial, mas não são tratados dessa forma. Silvio Almeida analisa o sistema de organização da sociedade que cria condições desiguais para o negro.
História e religião estão no foco de dois babalorixás: Sidnei Nogueira, autor de “Intolerância Religiosa”, e Rodney William, autor de “Apropriação Cultural”. Nogueira apresenta um histórico da intolerância religiosa no Brasil, desde a chegada dos portugueses e dos jesuítas até a ascensão das religiões evangélicas. William escreve sobre a aculturação dos costumes dos povos escravizados e defende um debate amplo, saindo do comum.
O olhar feminino está presente em mais três obras: “Interseccionalidade”, de Carla Akoterine, “Encarceramento em massa”, de Juliana Borges, e “Empoderamento”, de Joice Berth. Carla Akoterine e Juliana Braga analisam a condição negra e a opressão da sociedade, desde o período colonial, quando escravos eram oprimidos pelos proprietários, com a permissão da Justiça. Joice Berth escreve sobre o empoderamento coletivo e individual, e como a estética negra é desvalorizada.
Sobre o Eu Faço Cultura - O novo ciclo do programa Eu Faço Cultura começou em outubro. Incentivando projetos e ações culturais em todo o país, com a aquisição de ingressos de museus, redes de cinema, espetáculos de teatro, stand up, dança ou circo e livros de editoras, o programa também faz a ponte com o outro lado, alcançando o maior número de pessoas sem acesso à cultura.
O Eu Faço Cultura é uma iniciativa da Federação das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), com a participação de milhares de empregados da ativa e aposentados da Caixa, contando com patrocínio da Caixa Seguradora e da Wiz. Desde 2006, quando o Programa começou, mais de 800 mil pessoas de baixa renda já foram beneficiadas com os produtos disponibilizados pelo Eu Faço Cultura.
 
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