27/11/2020 às 09h31min - Atualizada em 27/11/2020 às 10h20min

A falácia da Black Friday: empresas precisam se planejar para oferecer descontos reais

A alta do dólar e a quebra da produção durante a pandemia não pode ser desculpa para não oferecer descontos reais durante a Black Friday. As empresas precisam se planejar e se preparar para essa e outras datas.

DINO
http://www.pathfind.com.br

Existe mais de uma teoria sobre a origem do termo Black Friday, mas sabe-se que o evento como é conhecido hoje, no dia seguinte ao Dia de Ação de Graças, é uma tradição americana que abre o início às compras e festividades de Natal no país. 

Nos Estados Unidos a data é marcada por grandes aglomerações que vão às lojas para comprar o estoque remanescente do ano com descontos de mais 70%.

No Brasil, a data foi incorporada ao calendário em 2010 por iniciativa privada para estimular as vendas online. Desde então a Black Friday precisou se adequar para atender às expectativas do público, oferecer descontos e ganhar credibilidade. 

Em 2019, as vendas online da edição brasileira ultrapassaram R$ 3,2 bilhões, superando as expectativas e batendo todos os recordes de vendas online no país.

De acordo com  o estudo “Temporada Black Friday 2020”, do Google, a pandemia tem gerado um volume de buscas semanal semelhante à Black Friday do ano passado. Isso significa que das 29 categorias analisadas, 22 estão com volume de busca maiores do que da Black Friday 2019.

As vendas no e-commerce cresceram 145% no 1º semestre de 2020 e o faturamento de lojistas dobrou, segundo estudo "E-commerce na Pandemia", realizado pela plataforma Nuvemshop. Com isso, foi criada uma expectativa ainda maior sobre a Black Friday 2020. 

No entanto, os descontos deste ano são ameaçados pela alta do dólar e pela quebra de produção durante a pandemia, já que não há estoques elevados para queimar na Black Friday de 2020. 

Para Antonio Wrobleski, Presidente do Conselho da Pathfind, empresa que oferece soluções de tecnologia para logística, essa quebra já era prevista e muitas empresas deixaram de se planejar para a data por conta da pandemia.

“Já sabíamos da alta do dólar e da queda na produção, sabíamos também que as pessoas estavam com expectativas ainda maiores de desconto, já que o poder de compra está menor e a insegurança maior. Por que não se planejar para reduzir custos de outra maneira?”, explica Wrobleski. 

Antonio defende a tríade "Sistema, Digitalização e Processos" para as empresas construírem seu planejamento. “Hoje existe uma expectativa enorme do público em relação à Black Friday e para cumpri-la precisamos trabalhar com base em dados. É possível reduzir custos operacionais com logística em pelo menos 30%, reduzir tempo de entrega, negociar compras de produtos com antecedência. É uma questão de planejamento para estar preparado para essa e outras datas.”, explica. 

A Black Friday no Brasil é um conceito em mutação e as diferenças entre as culturas são evidentes. “No Brasil não existe a “desova” massiva do estoque passado e a “Black November” tem se consolidado para gerar vendas o mês inteiro. Com certeza muitas mudanças virão para a Black Friday 2021 e para não perder a confiança do público e manter o crescimento nas vendas, as empresas precisam começar a se planejar agora, finaliza Wrobleski.



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