22/11/2020 às 13h09min - Atualizada em 23/11/2020 às 17h38min

Indicação de Série - Nasce uma Rainha

Transformação e Humanização com muito brilho

SALA DA NOTÍCIA Carlos Augusto Rodrigues arruda
Você já assistiu o reality Nasce uma Rainha?

Há tempos que se discute que o Brasil precisava de um reality show, nos moldes do sucesso de Rupal´s Drag Race. E como recentemente houve a notícia de que não haverá a adaptação deste sucesso por aqui, estávamos orfãos. Até chegar o Nasce uma Estrela, que estreou este mês na Netflix.

Como é o programa: comandado por Glória Groove e Alexia Twister, o programa mostra participantes que desejam ser drags. E para isso, passará uma maratona de desafios, que vai da avaliação das  "madrinhas", que apontam os pontos positivos - e os não tão positivos assim, até a construção e montagem da futura drag - seja em roupas e principalmente atitudes.

Neste momento, o programa se divide em dois momentos: de um lado Alexia inicia um treinamento intensivo com a futura drag, contando sempre com um convidado que mostra as melhores dicas para arrasar -  seja na dança, fala, postura e até mesmo como andar de salto. Ah, e aqui vale uma observação de como o treinamento pode ser feito de diversas formas diferentes.

Do outro, Gloria Groove vai ter uma conversa com o familiar ou o ente querido desta personagem, que em algum momento não aceita e não compreende os anseios. Também com a ajuda de convidados - mas aqui é o foco é outro - mostrando que uma drag pode e vive uma vida normal - pode ser no trabalho (spoiler: o episódio em que conhecemos um alto executivo que é drag - é um tapa na cara), esta parte do programa trabalha muito com a resistência e todo o trabalho para desmistificar (e nem sempre com sucesso) o mundo drag para este familiar. 

E fica o desafio: o de nascer uma rainha - nome do programa e ainda com a participação do familiar que vai assistir a performance final.

O que achamos: diferente da dinâmica do já conhecido Drag Race, Nasce uma Rainha revela a humanidade das pessoas. Apesar de faltar um pouco de estrutura no roteiro - o reality nos leva para a construção e principalmente a transformação de uma drag - e fica a dica: se você acha que drag são apenas homens que se transformam, descobri neste programa que também podemos ter drag kings! 

O programa não levanta bandeiras exacerbadas ou extremistas - e nem precisa. Simplesmente mostra que como dizem por aí, "drag não é bagunça". Pode ser um sonho, uma profissão, que talvez pode não ser aceita, mas deve ser respeitada.

Falando um pouco mais sobre humanidade: Talvez o programa nos mostre o porque há e nasce a discriminação - e vou fechar um pouco a análise aqui, para e com as drags: falta de conhecimento e até a superproteção dos familiares e amigos, que querem o melhor....mas como se diz por aí: o que pode ser melhor para você, não pode ser para o outro.

Ah, o visual do programa - e figurinos (montados e desmontados) da Glória Groove e Alexia Twister, são um espetáculo a parte. Vale a pena conferir. São 6 episódios, rapidinho.

Se você assistiu, o que achou do programa? Compartilhe conosco!
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