16/11/2020 às 16h12min - Atualizada em 16/11/2020 às 16h12min

Bruno Covas (PSDB) disputa 2º turno com Guilherme Boulos (Psol) em São Paulo

Covas obteve 32,85% dos votos. Já Boulos teve 20,24% dos votos.

 

O 2º turno das eleições para prefeito de São Paulo será disputado entre os candidatos Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (Psol).

Com 99,67% dos votos apurados neste domingo (15.nov.2020), Covas teve 32,85% dos votos válidos (1.747.938). Boulos recebeu 20,24% (1.077.168).

Márcio França (PSB) ficou em 3º lugar, com 13,65%. Apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, Celso Russomanno (Republicanos) derreteu na campanha e ficou em 4º lugar, com 10,5%.

Em seguida está Arthur do Val, o Mamãe Falei (Patriota), com 9,78%.

O PT, que já governou a cidade por diversos mandatos, não conseguiu emplacar seu candidato no campo da esquerda. O petista Jilmar Tatto obteve 8,65% dos votos. O votos tradicionais do partido migraram para Boulos.

Ex-bolsonarista, Joice Hasselmann (PSL) teve menos votos para prefeita do que como deputada federal na cidade de São Paulo. Em 2018, dizendo que seria uma “Bolsonaro de saias”, obteve 289 mil na capital (1.078.666 votos em todo o Estado). Agora, registrou 3 vezes menos votos: 97.995 (1,84%).

São Paulo é a maior capital do país. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a cidade conta com 9 milhões de eleitores, o que representa 6% do eleitorado brasileiro. A abstenção foi alta. O percentual passou de 21,8% em 2016 para 29,2% em 2020.

Covas é o atual prefeito de São Paulo. Na última eleição ele disputou como vice-prefeito na chapa de João Doria. Os 2 são do PSDB. Covas passou a ocupar o comando da cidade depois de Doria deixar a prefeitura em 3 em abril de 2018, tendo permanecido 1 ano e 3 meses à frente do cargo. Saiu para disputar o governo do Estado de São Paulo e venceu o pleito.

Embora seja membro do grupo político do governador, Covas escondeu Doria da campanha. Desde o início, tentou mostrar a diferença que havia entre os 2. Sua campanha foi pautada na luta dele contra o câncer e no enfrentamento da pandemia de covid-19.

Boulos mirou a periferia durante a campanha para o 1º turno. Também cresceu entre os eleitores com maior renda. Conquistou a preferência entre os eleitores com ensino superior e jovens, com renda familiar maior do que 5 salários mínimos.

Para o PSDB, Boulos é o candidato ideal para uma disputa em 2º turno o candidato. O candidato do Psol, de esquerda, pode afastar o eleitor mais conservador para o campo do tucano. Por outro lado, o pessolista pode angariar votos do PT. O ex-presidente Lula já cogitava a possibilidade de o líder do MTST ser apoiado pelo partido. O 2º turno é em duas semanas, em 29 de novembro.

As pesquisas eleitorais estimavam que Covas chegaria ao 2º turno das eleições. A última pesquisa Datafolha mostrava o atual prefeito de São Paulo isolado dos outros candidatos. O Tucano foi de 28% para 32% na última sondagem.

Até sábado, 2º vaga para o próximo turno ainda estava indefinida entre Boulos, Russomano e França. Os 3 apareciam com empate técnico nas pesquisas eleitorais. Boulos passou de 14% para 16%, enquanto Russomanno foi de 16% para 14%, e França de 13% para 12%.

Não houve 2ª turno na última eleição para escolher prefeito e vereadores na capital paulista. Doria foi o 1º prefeito da cidade a ser eleito em 1º turno desde 1992, quando as eleições passaram a ter 2 turnos. Venceu o então prefeito Fernando Haddad (PT), que concorria à reeleição.

O 2º turno só é possível em 95 municípios: as 25 capitais e 70 municípios com mais de 200 mil eleitores. Isso ocorre quando nenhum dos candidatos a prefeito obtém, pelo menos, 50% dos votos válidos. Não há 2º turno na capital de Tocantins (Palmas), porque lá há 179 mil votantes.

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