30/05/2012 às 00h45min - Atualizada em 30/05/2012 às 00h45min

INÉDITO EM SÃO PAULO, ‘ESPONTÂNEA’ SOBE AO PALCO DO TEATRO FOLHA

Na peça de improvisação, o público escolhe o conteúdo e acompanha o seu desenvolvimento

Conteúdo Teatral - foto: Simone Soffredini

 

O que pode acontecer quando você mesmo sugere o conteúdo para uma peça e acompanha o desenrolar da história? Certamente um espetáculo nunca será igual ao outro. Essa é a proposta do espetáculo Espontânea, que usa a técnica de improvisação, nesse projeto inovador do Núcleo EsTeP - Núcleo de Estética Teatral Popular que estreia dia 30 de maio, no Teatro Folha, no Shopping Pátio Higienópolis.

O espetáculo traz uma nova forma de improviso onde o público aponta o rumo e contribui com estímulos que servirão de no desenvolvimento do espetáculo, através de frases criadas e de poemas selecionados nas obras de grandes nomes da literatura. “Os atores são transformados em dramaturgos e a plateia pode contemplar todo o processo criativo normalmente confinado às salas de ensaio. Inclusive a música e a iluminação são desenvolvidas ao mesmo tempo em que o espetáculo está acontecendo”, explica Ian Soffredini, produtor e diretor de pesquisa do Espontânea, que também atua no espetáculo.

O elenco formado pelos atores Ana Paula Dias, Ian Soffredini, Leandro Alves, Michelle Gallindo, Pedro Monticelli e Silvia Lhullier, convida o público a viver uma experiência ímpar (cada espetáculo terá uma história diferente com base nas escolhas do público) e desafiadora, pois exige raciocínio rápido e interação dos atores. O grande diferencial, em relação a outros espetáculos de improvisação que vêm se difundindo no Brasil, é que esse formato conhecido como “Long Form”, não é baseada em jogos de improvisação e esquetes curtas sem relação entre si, mas criar uma história completa, com começo meio e fim a partir das propostas da plateia, , ao longo de uma hora da peça.

“O Núcleo EsTep há duas décadas vem desenvolvendo uma estética teatral tradicionalmente brasileira com foco na forma. Neste projeto estamos voltando nossa preocupação para o conteúdo. Por isso encontramos na improvisação uma forma de estudar os pilares da dramaturgia. Também é uma oportunidade única de participação do público”, diz Ian Soffredini.


SOBRE O NÚCLEO EsTeP

A criação do Núcleo EsTeP remonta mais de trinta anos. Fundada por um dos maiores dramaturgos brasileiros Carlos Alberto Soffredini, que liderou e dirigiu dois importantes grupos teatrais, o Teatro Mambembe e Núcleo EsTeP.

No ano de 1975, Carlos Alberto Soffredini foi convidado pela família Militello para trabalhar no Teatro de Cordel de São Paulo, onde descobriu a arte popular brasileira. Logo em seguida, criou o Teatro Mambembe, que era feito sobre um palco armado em praça pública e percorria praças da capital e de cidades do interior.

Em 1985, C. A. Soffredini foi convidado a dar aulas na Fundação das Artes de São Caetano do Sul. Fundou o Núcleo EsTeP visando o desenvolvimento da linguagem e a formação de um repertório. Foram produzidos quatro espetáculos, muito bem aceitos pelo público e pela crítica: “Minha Nossa”; “Na Carrêra do Divino”; “Mais quero o asno que me carregue do que cavalo que me derrube”, e por fim, o mimodrama (um espetáculo sem falas) “Trem de vida”.

Em 2007, o Núcleo voltou à cena com o espetáculo “Minha Nossa” que faz parte do projeto: ”Revitalização do Núcleo EsTeP” contemplado com o Programa Municipal de Fomento para a Cidade de São Paulo, no mesmo ano é selecionado pelo edital do ProAc para montar “Mais Quero Asno que me Carregue que Cavalo que me Derrube”.

 

SERVIÇO

Local: Teatro Folha

Estreia: 30 de maio

Temporada: até 5 de Julho

Horários: quarta e quinta, 21h

Ingressos: R$10 (setor 2) e R$ 20 (setor 1)

Duração: 60 minutos

Classificação indicativa: 12 anos


FICHA TÉCNICA

Diretor da Pesquisa: Ian Soffredini

Orientadores

Dramaturgia: Fabio Brandi Torres

Dramaturgia corporal: Eduardo Coutinho

Estética de Interpretação: Renata Soffredini

Acabamento de Espetáculo: Isser Korik

Elenco

Ana Paula Dias

Ian Soffredini

Leandro Allves

Michelle Gallindo

Pedro Monticelli

Silvia Lhullier

Trilha Espontânea: Felipe Siles e João Paulo Soran

Iluminação Espontânea: Daniel de Rogatis

Cenário e Figurino: Ana Paula Oliveira

Crédito Fotográfico: Simone Soffredini

 

TEATRO FOLHA

Shopping Pátio Higienópolis - Av. Higienópolis, 618 / Terraço / tel: (11) 3823-2323 -Televendas: (11) 3823-2737 / Site: www.teatrofolha.com.br

Vendas por telefone e internet/ Capacidade: 305 lugares / Não aceita cheques / Aceita os cartões de crédito: todos da Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex / Estudantes e idosos têm os descontos legais / Clube Folha 25% desconto / Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a quinta, das 15h às 21h; sexta, das 13h às 24h, sábado, das 12h às 24h e domingo, 12h às 20h / Acesso para deficientes físicos / Ar condicionado / Estacionamento do Shopping a R$ 8,00 (primeiras duas horas) / Venda de espetáculos para grupos e escolas: (11) 3104-4885 / PATROCÍNIO: Folha de S. Paulo, CSN, Hospital Samaritano, Banco Honda e Mastercard.

 

SOBRE A CONTEÚDO TEATRAL

O grupo empresarial paulista Conteúdo Teatral atua há mais de dez anos em duas vertentes: gestão de salas e produção de espetáculos. Como gestora é responsável pela operação do Teatro Folha, situado no Shopping Pátio Higienópolis em São Paulo e pelo Teatro Amil, no Parque D. Pedro Shopping em Campinas. Essa frente conta com direção artística de Isser Korik e direção comercial de Léo Steinbruch, programando, em regime de co-produção, espetáculos que unam qualidade artística e acabamento profissional em regimes de temporada. Ao todo, as casas somam perto de 2 milhões de espectadores, no período de atuação da empresa.

Como produtora de espetáculos, sob direção artística de Isser Korik, produziu dezenas de peças. Voltadas ao público infantil, merecem destaque Gata Borralheira, O Grande Inimigo, Os Saltimbancos, A Pequena Sereia, Grandes Pequeninos e Branca de Neve e os Sete Anões. Aos adultos foram produzidas, entre outras montagens, Os Sete Gatinhos, O Estrangeiro, Senhoras e Senhores, O Dia que Raptaram o Papa, O Mala, Te Amo, São Paulo, a trilogia Enquanto Isso..., e Equus, além de projetos de humor - como Nunca Se Sábado...-, mostras e o musical Um Violinista no Telhado.


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