22/10/2020 às 18h04min - Atualizada em 22/10/2020 às 22h18min

Impacto no turismo internacional de hoje é cinco vezes maior que o da recessão de 2009, diz OMT

Organização lançou um documento com sugestões para a retomada gradual do turismo

SALA DA NOTÍCIA Isabela Amorim Santiago
 

A pandemia do novo coronavírus tem tido impactos devastadores em vários setores da economia — um deles é o Turismo. A necessidade do isolamento social acabou criando várias barreiras para impedir a movimentação de pessoas, o que, pouco a pouco, vem sendo alterado.

 

Com a retomada gradativa das atividades, o desejo por voltar a viajar fica ainda mais latente, e uma das possibilidades mais atraentes acaba sendo o chamado turismo doméstico. De carro ou de ônibus, por meio de empresas, como a Útil, viajar pelo próprio Brasil acaba sendo muito mais viável e seguro.

 

Viagens para lugares próximos ou até para conhecer cidades turísticas, como Rio de Janeiro e São Paulo, são algumas das possibilidades desse tipo de turismo, que deve ser o mais procurado pelos brasileiros neste momento de enfrentamento pandêmico.

Impactos no turismo

De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial do Turismo (OMT), o impacto causado pela pandemia nas receitas do setor chegou a ser cinco vezes maior que na crise que abalou o mundo em 2009.

 

Se a previsão para este ano era de que o turismo internacional teria um aumento de até 4%, a pandemia inverteu totalmente esses números, tornando-os negativos. Em possibilidades mais otimistas, o impacto pode ser de até 70%, já os mais pessimistas acreditam que seja de 78%.

 

“O mundo enfrenta uma crise sanitária e econômica sem precedentes. O Turismo foi duramente atingido, com milhões de empregos em risco num dos setores da economia com maior necessidade de mão de obra”, afirmou o secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili.

 

Para reverter essa situação, a OMT lançou um conjunto de recomendações voltadas para a recuperação do setor turístico. De acordo com o Ministério do Turismo, as medidas indicadas são divididas em: gerenciamento de crise com redução de impactos, fornecimento de estímulos e aceleração da recuperação.

 

Além disso, o documento sugere, por exemplo, a adoção de políticas fiscais favoráveis, o uso do marketing voltado para o ganho de confiança do consumidor, bem como a promoção do turismo nas políticas de recuperação e nos planos de ação de cada país.

 

“Ainda não sabemos qual será o impacto da COVID-19 no turismo mundial. No entanto, precisamos apoiar o setor agora, enquanto nos preparamos para torná-lo mais forte e sustentável quando ele voltar a crescer”, conclui Pololikashvili.

Retorno gradativo

Com o retorno das atividades, o turismo também acaba sendo beneficiado. Isso porque as pessoas estão começando a sair mais e buscando momentos de maior lazer, após tantos meses de confinamento e isolamento social.

 

Obviamente, isso não pode ser feito de qualquer maneira. Pelo contrário, para que esse setor consiga retomar suas atividades, antes de mais nada, é preciso lidar com a nova realidade, que inclui uso de máscaras, distanciamento, inibição de aglomerações, higiene e disponibilização de todas essas medidas para os turistas.

 

Adiantar esses cuidados é essencial para que haja um retorno gradativo do turismo de modo mais seguro em qualquer lugar do mundo, inclusive no Brasil.

Turismo doméstico

Se o turismo internacional não será o mesmo enquanto não surgir uma vacina para a COVID-19, o doméstico pode, sim, pouco a pouco, ser retomado. Isso porque esse tipo de viagem é aquela feita no próprio país, sendo, inclusive, a prática mais comum no Brasil.

 

Nesse período de retorno gradativo, viagens a lugares como São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Brasília podem suprir tanto a necessidade de conhecer novos ambientes, quanto a possibilidade de sair do confinamento.

 

Viajar para cidades vizinhas também pode ser uma boa pedida. Visitas para cidades históricas e lugares paradisíacos, por exemplo, vão ter um gostinho todo especial após esse período tão longo de confinamento.

 

No entanto, o mais importante é promover o turismo da forma mais segura possível. Enquanto quem vai viajar deve buscar informações sobre o estágio da pandemia no local de destino, os lugares devem se adaptar a essa nova realidade, adotando todas as medidas de segurança necessárias.

 

O Guia para o Turismo em Tempos de Pandemia, disponibilizado pelo Sebrae, por exemplo, traz vários aspectos que precisam ser considerados para essa reabertura de forma segura e eficaz. A palavra-chave para tudo isso é adaptação.

 

A cautela é imprescindível nesse momento, tanto para quem viaja, quanto para quem vai receber o viajante. A busca por informação e a própria adaptação são fundamentais para que ambos os lados fiquem satisfeitos, permitindo que esse setor tão importante para a nossa economia volte, pouco a pouco, a funcionar.


 
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