01/09/2020 às 19h30min - Atualizada em 01/09/2020 às 20h31min

Como controlar a obesidade dos pets?

Uma pesquisa feita pela Universidade de São Paulo (USP) mostrou que quase metade dos cães e dos gatos domésticos no Brasil sofrem com a obesidade. Esse é um problema sério porque o excesso de peso é fator de risco para várias doenças e, inclusive, pode diminuir a expectativa de vida do seu bichinho.

 

Por isso, se o seu pet anda fofinho demais, algo precisa mudar por aí. Procurar clínicas especializadas pode ser uma boa ideia, mas, na maioria dos casos, a solução passa por uma mudança de hábitos, que pode acontecer em casa mesmo. 

O pet está obeso?

Somente um veterinário pode diagnosticar a obesidade e indicar o tratamento mais adequado para o seu pet nesse caso, mas alguns sinais podem te ajudar a observar se esse problema pode estar acontecendo com o seu cão ou gato.

 

Em geral, os animais acima do peso parecem mais preguiçosos, simplesmente porque sentem fadiga e se cansam mais rápido ao se movimentarem. A perda de definição da cintura e a dificuldade de sentir as costelas ao apalpar o seu amiguinho também são sinais de que ele pode estar obeso.

Quais são as causas?

Na capital de São Paulo, 41% dos cachorros que vivem em casas e apartamentos estão com sobrepeso ou são obesos. Esse é um número bastante alarmante, mas não surpreendente, já que as pessoas estão vivendo em espaços cada vez menores, e os pets também.

 

Assim como acontece com os humanos, a falta de exercícios físicos e a alimentação inadequada são as grandes causadoras da obesidade. Além disso, alterações hormonais, fatores hereditários, castração e envelhecimento podem favorecer a condição.

 

No caso dos pets, há ainda outro fator determinante: o sedentarismo do tutor pode acabar refletindo nos hábitos do animal. Se a pessoa passa o dia todo comendo besteira na frente da TV e tem preguiça até de sair para levar o pet para passear, as chances de que ele também queira comer mais e não se exercite são maiores.

 

Já existem estudos que associam regiões onde as pessoas comem pior e se exercitam menos com animais que têm problemas com a balança. A mesma pesquisa da USP que citamos no início do texto mostrou que 75% dos animais obesos vivem com indivíduos que têm hábitos não muito saudáveis.

 

Além disso, muitos de nós aprendemos com as nossas avós que dar comida é um jeito de demonstrar amor. Por isso, não resistimos a dar um petisco ou até aquele alimento do nosso cardápio, que sabemos não ser adequado para o pet, quando ele faz aquela carinha de pidão. 

O que fazer?

A solução para um problema quase sempre passa por olhar para a sua causa e tratá-la. Em geral, como os animais dependem dos tutores, a conscientização deles é o primeiro passo. São eles os responsáveis por incentivar os exercícios e, além disso, comprar e disponibilizar a comida para os animais. 

 

As rações especiais, com fórmulas de baixa caloria, mais proteínas e fibras, costumam ajudar no processo. Nem sempre a saída é apenas diminuir a quantidade de ração, pois é preciso garantir que os pets consumam a quantidade correta de nutrientes.

 

O uso de comedouros que dosam a quantidade de comida pode ajudar, principalmente, quem tem animais mais gulosos, que devoram toda a comida de uma vez. Também é importante estipular quantidades e horários fixos para oferecer o alimento e maneirar com os petiscos.

 

Outra dica é substituir a comida por carinho. Nem sempre quando o animal chora ou fica rondando a gente ele está com fome. Muitas vezes, ele pode ficar satisfeito com um simples cafuné. Além disso, você pode aproveitar para estimular brincadeiras que façam ele se mexer.

 

Assim como com a comida, você pode estipular horários fixos para exercícios e, quem sabe, aproveitar para levar uma vida mais saudável também. Que tal passar a correr todos os dias no parque e levar o seu cão junto?

 
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