31/08/2020 às 18h12min - Atualizada em 01/09/2020 às 11h30min

Casa conectada: tire suas principais dúvidas

Os aparelhos eletrônicos estão cada vez mais presentes em nossas vidas. Nos últimos anos, vimos a popularização de muitos desses dispositivos, em especial os computadores pessoais e os smartphones. Atualmente, é difícil imaginar um sistema de comunicação global sem o advento dessas tecnologias. Contudo, um fenômeno um pouco mais recente está transformado ainda mais a nossa relação com os dispositivos digitais: o conceito de casa inteligente. 

Assim como ocorreu com os celulares e os computadores, a adoção das casas inteligentes deve-se não só à popularização de dispositivos smarts, mas também à evolução dos eletrodomésticos e à possibilidade de eles estarem conectados entre si com um sistema central. Isso só foi possível com a evolução individual de cada aparelho e, posteriormente, pelo conceito de internet das coisas.

O primeiro aparelho a sofrer esse tipo de evolução foi a televisão. A smart TV ampliou as funções que já conhecíamos dos televisores. Assim, além de sintonizarem canais, sejam os do sistema aberto ou a cabo, as TVs receberam a implementação de um sistema operacional próprio.

Dessa maneira, uma smart TV tem algumas funções similares aos computadores e aos celulares. A principal delas, possivelmente, é o acesso à internet. Isso foi desenvolvido por meio de estudos comportamentais e da evolução da própria sociedade.

Observou-se que a internet estava sendo cada vez mais utilizada para o streaming de conteúdos, e isso foi entendido como uma demanda de evolução da televisão. Tudo isso ajudou a constituir a ideia das casas inteligentes, caracterizadas pela conectividade existente entre os aparelhos em si.

O que é internet das coisas?

Muitas vezes, referida apenas como IoT, do inglês, Internet of Things, a internet das coisas é o conceito que se propõe a possibilitar que qualquer objeto eletrônico comunique-se com outro por meio de alguma rede sem fio, em especial, a internet. Essa tecnologia possibilita centralizar as funções de diversos aparelhos em um único, e é exatamente dessa forma que uma casa inteligente funciona. 

Em geral, um sistema com inteligência artificial funciona como um dispositivo central, possibilitando que todos os outros aparelhos da casa conectem-se a ele. Isso permite, por exemplo, ligar e desligar lâmpadas, fazer café, trancar a porta e até programar um horário específico para que as roupas sejam lavadas e secadas.

Além de comandos simples como os citados, que são basicamente funções de on e off, é possível executar tarefas bastante específicas, em especial, aquelas relacionadas ao streaming de conteúdos. Pode-se, por exemplo, pedir para tocar uma música específica ou dar o play em um episódio especial de sua série favorita.

É seguro ter uma casa inteligente?

A resposta breve para essa pergunta é sim. Esses sistemas foram testados por anos e continuam em fase de desenvolvimento, como qualquer outro dispositivo. Em um primeiro momento, não há nada que indique que ter uma casa inteligente possa ser arriscado em alguma dimensão.

Estudiosos de filosofia e psicologia da tecnologia observam que é comum, no curso da história, que novas invenções causem um estranhamento aos viventes de determinada época. Foi assim com o telefone celular, o raio-x e, possivelmente, até com a roda. Com o avanço de uma nova tecnologia, não seria diferente.

De qualquer modo, é essencial que quem decida implementar um sistema de casa inteligente em seu lar assegure-se de trabalhar com profissionais e empresas especializados, que tenham uma boa reputação. Entretanto, na verdade, isso deve ser uma premissa para qualquer tipo de instalação feita no seu ambiente familiar.

 
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