11/08/2020 às 10h49min - Atualizada em 12/08/2020 às 17h13min

A importância do profissional da saúde no combate ao coronavírus

A pandemia do novo coronavírus tem sido o grande assunto de 2020 e, provavelmente, será a crise que marcará uma geração. Isso porque os seus efeitos deverão ser sentidos em menor ou maior escala até o desenvolvimento de uma vacina, o que ainda pode levar muito tempo, por mais que governos de diversos países querem apressar o processo.

Por causa disso, há um enorme peso que cai sobre os ombros dos profissionais de saúde que combatem a doença no momento, desde médicos até cientistas e epidemiologistas, passando por enfermeiros com ou sem mestrado em terapia intensiva.

Os profissionais de saúde são, hoje, a linha de frente no combate ao vírus, uma vez que as campanhas de prevenção não estão apresentando os resultados que seriam os desejáveis. Dessa forma, são os cuidados desses profissionais que significam a diferença entre a vida e a morte dos pacientes, além da gestão dos recursos dos hospitais e do sistema de saúde em geral.

Atualmente, o novo coronavírus já infectou quase 3 milhões de pessoas, com quase 100 mil mortos. Isso só no Brasil, sem considerar o restante do globo. No entanto, apesar de tantos infectados (há estudos que apontam para uma subnotificação que pode resultar em até 7 vezes mais gente com o vírus), ainda não se sabe bem ao certo como tratar a Covid-19, que é a doença causada pelo microorganismo.

No momento, a Covid-19 é tratada por via dos seus sintomas. Se a pessoa apresenta uma febre alta, por exemplo, ela recebe um antitérmico. Se a pessoa tem dificuldade para respirar, é levada para um centro de tratamento intensivo ou uma unidade de tratamento intensivo e recebe o apoio de um respirador para poder se recuperar.

Sendo assim, em doenças em que ainda não há um remédio que atue diretamente no causador do problema, a solução passa pela qualidade dos profissionais que atuam no atendimento aos pacientes.

São esses profissionais que estão combatendo todos os dias os sintomas dos vírus, ajudando os pacientes a reunir as forças necessárias para poder eliminar o coronavírus do sistema.

Atualmente, os profissionais da saúde engajados no combate contra o coronavírus podem ser definidos em três tipos: os administrativos, os da linha de frente e os pesquisadores.

Os profissionais administrativos são aqueles com responsabilidades de manter as máquinas rodando e fazer chegar ao destino os equipamentos de proteção, remédios e outros itens que os médicos precisam. Sem eles, ficaria muito difícil o combate ao vírus pela falta de munição ou proteção para ir até os hospitais.

Os profissionais da linha de frente são os médicos e enfermeiros que estão ajudando no tratamento direto com os doentes. Eles são os que estão em maior risco de contaminação pois lidam diariamente com pessoas infectadas pelo vírus e que podem agir como agentes contaminadores. Além dos médicos e enfermeiros, outros profissionais de saúde que oferecem serviços direta ou indiretamente na quarentena, seja fazendo atendimento virtual, seja com dicas e conteúdos educativos na Internet, também contam como profissionais da linha de frente.

Por fim, vale mencionar os pesquisadores. Eles fazem um serviço essencial de estudar o funcionamento do vírus para que seja possível estabelecer novas ações, protocolos e remédios para combater a Covid-19.

Além disso, estão trabalhando em projetos de desenvolvimento de remédios e vacinas contra o novo coronavírus, de modo a tentar interromper a pandemia o mais rapidamente possível.

Enquanto isso, os profissionais de saúde seguem sendo os que mais se expõem e mais correm riscos no tratamento da doença. Para se ter uma ideia, em determinado momento na Espanha, quando o país tinha 40 mil doentes com a Covid-19, cerca de 15% desse número eram profissionais de saúde. O cenário se repetiu em vários lugares do mundo, inclusive no Brasil. Por aqui, muitos dos doentes e dos mortos por causa da pandemia são profissionais de saúde.

Há muitas histórias de pessoas de todas as idades e origens que, enquanto profissionais de saúde, se infectaram com o vírus e acabaram morrendo por causa da doença.

São sacrifícios que foram feitos por corajosos profissionais na luta para ajudar os outros, uma das características mais intrínsecas de quem atua na área de saúde.

O ideal seria que houvesse um reconhecimento desses sacrifícios para poder proteger adequadamente os profissionais de saúde. Dessa forma, eles poderiam atuar salvando vidas e permanecer protegidos, de forma a não contaminar a eles mesmos e nem aos seus familiares mais próximos, que podem acabar infectados por causa da proximidade.

Enquanto não há uma vacina para o novo coronavírus, no entanto, o que se pode esperar é que o número de vítimas diminua e que os profissionais de saúde tenham as condições para executar seu trabalho sem riscos. A melhor forma de garantir isso é com o isolamento social, de forma a diminuir as chances de contaminação tanto da pessoa, quanto de outros que se aproximem em caso de contaminação assintomática.

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