29/06/2020 às 11h03min - Atualizada em 30/06/2020 às 10h19min

Os setores que esperam maior crescimento com o fim da quarentena

A quarentena imposta pela pandemia do novo coronavírus criou uma situação atípica em que a maior parte do comércio precisou ser fechada e a população deveria ficar em casa. Com isso, o setor de serviços foi amplamente afetado, obrigando tanto consumidores quanto empreendedores a se readaptar.

 

Enquanto restaurantes focaram em entregas em domicílio, a categoria do turismo teve menor capacidade de adaptação, por exemplo. O momento está exigindo resiliência, mas, com um futuro incerto, o consumidor pode demorar a ter confiança novamente. 

 

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), feito pela Fundação Ipead/UFMG, registrou uma mínima histórica em abril. Isso se explica, principalmente, por causa da redução da intenção de compra, que apresentou queda de 24,92% em relação ao mês anterior.

 

Entender o comportamento do consumidor e desenhar um plano estratégico para a retomada é uma das soluções para o empreendedor. Veja quais setores têm boa perspectiva após o período de isolamento social.

Setores que devem crescer após a quarentena

O mercado de estética e beleza estava apresentando um crescimento consistente. A média anual, na última década, era de 4,1%, segundo os dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC). 

 

No entanto, a pandemia prejudicou o setor, que teve queda de 10 a 15% no mês de março. Afinal, cortes de cabelo, design de sobrancelha, alongamento de cílios, limpeza de pele, entre outras atividades, não se enquadraram como essenciais. 

 

Mesmo diante desse cenário, o setor tem perspectivas positivas para o futuro da abertura comercial. Isso porque há uma demanda reprimida, que deve gerar agendas cheias e disputadas por um período.

 

Além disso, esse tipo de cuidado vem se consolidando como um hábito do brasileiro. Dessa maneira, ao contrário de alguns setores que apresentam um pico e depois caem novamente, a tendência é que esse mercado se estabilize a longo prazo.

 

Os estabelecimentos devem se adaptar para conservar uma distância segura entre os clientes, evitando aglomerações. Os empresários também devem se manter atentos em relação às medidas de reabertura de cada cidade, respeitando as indicações dos líderes governamentais.

 

Outro setor que deve apresentar uma retomada positiva é o de vestuário. Esse mercado teve grandes perdas durante a pandemia, mas deve se adaptar para receber os clientes. Em cidades que começaram a reabertura, uma medida que chama a atenção é a não utilização dos provadores.

 

A venda de eletrodomésticos também foi prejudicada, uma vez que os consumidores preferem analisar esses produtos pessoalmente. Portanto, depois da quarentena, a previsão é de aumento nas vendas que foram retraídas durante o período.

Setores que devem continuar crescendo

Apesar da pandemia e do isolamento balançarem o mercado, alguns setores cresceram e devem sair fortalecidos do período de crise. O ensino à distância é um deles. 

 

Este mercado precisou se adaptar rapidamente para atender às necessidades impostas na crise. Além disso, o tema quebrou paradigmas e deve passar a ser adotado em uma escala maior em escolas e universidades. 

 

Outro setor que se destacou e foi implementado em larga escala é a telemedicina. Apesar de estar em discussão há algum tempo, o isolamento fez com que o sistema fosse adotado rapidamente e os profissionais precisaram se adaptar. 

 

O objetivo era amparar a população e evitar visitas desnecessárias às unidades de saúde e pronto atendimento durante o período de pandemia. A tendência é que o modelo permaneça, de alguma maneira, no cenário pós-coronavírus. 

 

Nutrição e saúde também foram temas bem populares. Com o isolamento, as pessoas passaram a pensar em como cuidar da saúde dentro do novo cenário. Desse modo, receitas e dicas nutricionais foram muito procuradas para enfrentar o período. Assim, esse mercado tende a se valorizar ainda mais.

 

O home office se tornou uma realidade para boa parte dos trabalhadores. Programas de videochamadas foram muito procurados e são um bom exemplo da necessidade de adaptação. Como o modelo deve se estabelecer, as ferramentas que facilitam o trabalho remoto seguirão em alta.

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