15/06/2020 às 12h51min - Atualizada em 15/06/2020 às 13h12min

Empresa líder no mercado de franquias em energia solar surgiu do empreendedorismo de jovem mineiro

Antes de empreender, empresário pilotou chapa de lanches no interior de Minas Gerais

DINO
https://www.solarprime.com.br/

O empreendedorismo jovem no Brasil não é mais nenhuma novidade. Cada vez mais, jovens estão ingressando no mercado de trabalho por meio da inovação, tirando suas ideias do papel e colocando-as em prática para criar sua própria empresa. Mas não é algo tão simples, não é da noite para o dia que se tira uma ideia do papel e se coloca em prática, um bom negócio não surge sem antes de muito estudo, preparação e trabalho. Pesquisa realizada pela GEM (Global Entrepreneurship Monitor) revelou o crescimento dos empreendedores jovens no Brasil. Em 2017, o país tinha uma média de 30,5% de brasileiros entre 25 e 34 anos que estavam ativos na criação de negócios inovadores, seguido por 20,3% de jovens entre 18 e 24 anos.

Porém, em 2018, o número de brasileiros de 18 a 24 anos ativos em ações empresariais subiu, apresentando um total de 21,2%. Tal transformação sustenta a noção de que, com o passar do ano em questão e a divulgação sobre a importância da construção de ideias inovadoras, os jovens ficaram mais interessados em iniciar seu próprio negócio e possibilitar uma melhor qualidade de vida para seus clientes.

Diante dessa realidade, o negócio em energia solar ainda é um mercado novo, que acabou seduzindo o jovem empreendedor Raphael Brito, um dos fundadores da Solarprime, maior rede de franquias em energia solar do Brasil. Mas antes da empresa virar realidade, Brito precisou trabalhar muito, de entregador de panfletos a empresário, foi um longo caminho de muita perseverança, aprendizado e trabalho.

Mas não foi tão simples assim...

O mineiro Raphael Brito nasceu em Passos, perdeu o pai muito cedo e viu sua família desestruturar financeiramente ainda criança. Começou a trabalhar aos onze anos em empresas de tios, mas seu primeiro emprego foi mesmo entregando panfletos. “Eu tinha por volta de catorze anos, enchia minha mochila de panfletos e saia de chinelos nos pés fazendo o que é chamado de panfletagem, entregando de casa em casa”, relembra o empresário.  

Depois disso, trabalhou também como vendedor ambulante, garçom em buffets e bares, foi chapeiro de lanchonete e relembra que, além do salário, contava com um lanche e um refrigerante ao final do expediente. Brito também trabalhou como office-boy, foi empacotador de supermercado, e chegou até a trabalhar como “carregador de malas” em um hotel. “Eu era responsável por carregar as malas dos hóspedes e dirigi-los até os seus quartos. Foram nessas e em outras experiências que eu aprendi a servir as pessoas. Eu acredito que, para que em algum momento na vida nós possamos liderar, primeiro temos que saber servir, liderar é servir às pessoas”.

O hoje empresário sócio da Solarprime trabalhou em uma loja de informática, fez curso para piloto civil de aviação, trabalhou em uma fábrica de aviões até entrar em seu atual negócio, o comércio de painéis fotovoltaicos de energia solar. E a empresa nasceu em uma parceria entre Brito e Agnaldo Marques, em uma loja de material de construção ainda na pequena cidade do interior de Minas Gerais.

“Eu conversei com o Marques, que hoje é meu sócio, e ele me sinalizou estar aberto para uma parceria, mas a única coisa que ele poderia investir no negócio seria uma mesa e um espaço em sua loja para que eu pudesse prospectar clientes. Era um começo, não tínhamos dinheiro para investir e tudo que fosse vendido seria repartido em dois”, explicou Brito.

Até o negócio engrenar, a dupla precisou de muita paciência e principalmente sacrifícios. Para divulgar o negócio Brito precisou vender seu telefone celular para colocar combustível em seu carro e poder visitar clientes, foi necessário também fazer panfletos de propaganda e pagar o serviço de forma parcelada no cartão de crédito, “parcelamos em doze vezes aproximadamente duzentos reais, e desse panfleto surgiu a nossa primeira venda”.

A primeira venda aconteceu de forma inesperada, uma ligação e Brito foi até uma residência que aparentemente não teria condições de comprar ou mesmo instalar um painel fotovoltaico, “fui até a cidade vizinha, não tínhamos dinheiro, não poderíamos ficar rodando, mas mesmo assim atendi aquele cliente da mesma forma que atenderia qualquer outro, e fiz um atendimento muito bom, então o cliente perguntou se poderíamos dividir em três vezes, eu quase não acreditei!”, contou.

Naquele mesmo momento, com a impressora no banco de trás do carro e um notebook, ele imprimiu o contrato e assim nascia a empresa que nos dias atuais lidera o mercado de franquias em energia solar no Brasil. “Com essa primeira venda, que foi de R$ 35 mil, reinvestimos e tivemos fôlego para dar um impulso em nosso negócio e assim prosseguimos, fazendo vendas e instalações”.

Depois que a empresa deu seus primeiros passos, partiu para o modelo de franquias, quando surgiu a figura do terceiro sócio, Sandro Cubas que é especialista no setor. “O Cubas estava com a mudança no caminhão para Brasília e perguntou sobre o nosso volume de vendas, que era na época de uma ou duas vendas no máximo por mês, e ele respondeu que o negócio não era franqueável, que não tinha venda, então perguntamos o quanto de vendas ele precisava para franquear, ele disse que precisávamos de ter recorrência, ou seja, de mais vendas, então naquela semana saí pra vender e trouxe um número considerável de projetos. Então ele aceitou e virou nosso sócio e passamos a franquear a Solarprime”.

E o que era uma dupla virou trio que trabalhou ainda mais, venda de porta em porta, Brito voltou a distribuir panfletos, “se eu distribuía antes não seria agora que não iria distribuir”, brinca Brito…E da entrada de Cubas à formatação do sistema de franquia foi quase um ano, até lançar e vender a primeira unidade Solarprime em Limeira (SP). 

A cidade de Passos ficou então pequena para o negócio, a empresa mudou para Campinas (SP), onde chegou em uma sede pequena em um imóvel alugado, hoje a Solarprime ocupa três andares de um edifício na região central da cidade. Com 260 unidades em todo o país, apenas em sua sede central são mais de cem colaboradores.

“Hoje, olhando para trás vejo que não foi nada fácil, mas penso que a felicidade se encontra no caminho, e eu não sabia que aquilo era difícil, pra mim era normal e gostava do que fazia. Foi muito bom distribuir panfletos, com dez quilos nas costas e trabalhar duro. Hoje, mesmo a Solarpime tendo toda essa expressão de mercado, ainda queremos fazer muitas coisas, temos grandes planos para o mercado”, finalizou.

 



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