27/05/2020 às 16h21min - Atualizada em 27/05/2020 às 18h55min

Entenda a política de Angela Merkel, uma das líderes femininas que se destacaram no combate ao coronavírus

Bons líderes têm se mostrado decisivos para ajudar a conter, com eficácia, o avanço do novo coronavírus em seus territórios. Alguns bons exemplos foram dados por mulheres, que adotaram estratégias acertadas, com rapidez. Assim, elas conseguiram bons resultados, diminuindo o contágio e o número de mortos em seus países.

 

A presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, e a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, são algumas das que foram exemplos para o mundo na forma como estão conduzindo as estratégias de combate à pandemia. 

 

Como resultado de suas ações, as populações dos países que elas comandam estão sofrendo menos e, provavelmente, sairão dessa crise mais rápido. Nesses casos, quanto mais eficientes são as medidas adotadas, por menos tempo elas serão necessárias.

 

Entender a política de Angela Merkel pode ser um bom caminho para compreendermos porque ainda podemos estar longe de sair desse período turbulento. A forma como ela vem conduzindo a situação tem sido bem avaliada por especialistas de todo o mundo e diz muito sobre como um bom líder pode ser decisivo em momentos de crise.

 

Os motivos estão na eficácia das estratégias adotadas pela chanceler, que fizeram com que o ministro da Saúde, Jens Spahn, pudesse afirmar, no final de abril, que a pandemia “está sobre controle e é administrável”, quando o comércio começou a reabrir.

 

Enquanto isso, no Brasil, os números ainda estão em ascensão e as nossas lideranças, certamente, tem tudo a ver com isso. As quedas dos ministros da Saúde e as brigas entre o presidente e os governadores não estão nos ajudando.

Confiança pode ter sido o fator principal

Como a Alemanha conseguiu esse sucesso? Obviamente, a resposta a essa pergunta tem a ver com o fato de o país estar bem economicamente e contar com uma rede de saúde estruturada. Mas, além disso, a confiança que a população tem em sua chefe de Estado parece ter feito toda a diferença.

 

Angela, que é conhecida por falar de maneira calma e assertiva, utilizou essas habilidades a seu favor. Assim, conseguiu orientar os alemães de forma eficiente, sem impor medidas consideradas radicais. Mesmo os momentos mais rígidos da quarentena alemã não foram tão duros quanto na Itália ou na Espanha.

 

Além disso, a líder sempre deixou claro que qualquer medida adotada seria provisória e que as orientações mudariam dependendo do cenário. Com esse cuidado e sempre informando a todos sobre os fatos, ela conseguiu fazer com a maioria da população simplesmente seguisse as recomendações.

Alemanha já começou a retomar atividades

Pesquisas feitas dentro da Alemanha mostram que a chanceler conta com a aprovação de boa parte da população. E os alemães realmente têm vários motivos para estarem felizes com sua líder. 

 

O país conseguiu ser, proporcionalmente, um dos menos atingidos do continente. Estamos falando do número de mortes, mas, também, das perdas econômicas e sociais.

 

Além disso, a Alemanha foi um dos primeiros países da Europa a reabrir, gradualmente, as escolas e já retomou, até mesmo, os jogos de futebol. Sem torcida nos estádios, sem abraços de comemoração e com rígido controle sanitário, a Liga de Futebol da Alemanha voltou no último dia 16 de maio e emocionou o mundo.

 

O futebol, no entanto, não foi uma das prioridades de Angela. A volta do esporte, na verdade, foi apenas uma consequência de ações certeiras que conseguiram controlar o avanço do vírus no país.

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