21/05/2020 às 12h21min - Atualizada em 21/05/2020 às 16h19min

Conheça técnicas para aumentar a eficiência dos planos de estudos dos vestibulandos

Mente sã, horas de sono, lazer e eficiência nos estudos. Listar os fatores que influenciam na aprovação ou não para o ingresso na universidade é algo complexo, afinal, envolve situações que ultrapassam o simples “sentar na cadeira e estudar”.
Se dosar tudo isso já era desafiador, em tempos de isolamento social e COVID-19, ficou ainda mais. O calendário não para, as provas das universidades e o ENEM estão na maioria agendadas e com a cabeça nesse turbilhão é preciso foco para montar um plano de estudos que de fato seja eficiente.
Na semana em que se comemora o Dia do Vestibulando, 24 de maio, a professora do curso de Psicologia da Pitágoras, unidade Cidade Acadêmica, Ana Rúbia Pirôpo, elenca algumas estratégias importantes para  transformar a forma dos estudantes lidarem com esse planejamento e de fato absorverem todo o conteúdo necessário para as provas. Vamos a elas: 
Leia mais de uma vez
Segundo  a professora Ana Rúbia, na primeira leitura do conteúdo ainda não há aprendizado. “A memória precisa de repetição, então tenha paciência e sempre releia os textos. Descubra a melhor maneira de ler novamente e, durante a leitura, tente recordar o que está escrito nas últimas frases do conteúdo”.
Escolha entre explicação ou a auto explicação
Mais duas formas de absorver conteúdo. Na auto explicação, leia o conteúdo e explique com suas palavras a você mesmo. “ Já na explicação, é possível utilizar a Técnica de Feynman, que consiste em escolher um conceito, ensinar para um leigo, entender as dificuldades dele de entender, rever o conceito e simplificá-lo. Caso necessário, explique para o leigo novamente”, pontua a especialista.
Interrogação elaborativa
De acordo com a professora, a técnica consiste em fazer perguntas a si mesmo sobre um determinado material estudado. O primeiro passo é estudar o conteúdo e o segundo é gerar questionamentos a si próprio sobre o que aprendeu.
Um exemplo: Revolução Francesa. Após absorver o tema, a ideia é responder as perguntas pensadas pelo próprio aluno:  
  • Quando aconteceu?
  • Por que a Revolução Francesa ocorreu?
  • Quais os principais personagens?
  • Como ela transformou a sociedade da época?
 
Mapa mental
Nesta técnica, há a substituição das tradicionais anotações lineares por um mapa com tópico central e galhos com associações, símbolos, ícones, cores e desenhos. “Após escolher o tema principal, puxe ‘galhos’ como subtópicos, que também se ramificam à medida que as associações vão ficando mais específicas”.
De uma forma simples, vire um papel sulfite na horizontal. O tema do resumo fica no centro da folha. A partir dele, faça conexões com o tema através de setas representando cada nova associação, como datas, localização, fatores de causa, detalhes, personagens, entre outros pontos importantes. O site mindmeister.com é um exemplo que permite a criação online de mapas mentais.
Simular é o melhor caminho
Depois de absorver, é preciso treinar. “Realizar testes práticos sobre o que se está estudando é uma das melhores formas de aprendizagem. Pesquisas científicas mostram que realizar testes práticos são até duas vezes mais eficientes do que outras técnicas”.
Cronograma ajustado
Todas as técnicas só terão eficiência se o cronograma do aluno estiver bem ajustado. É possível, numa tabela simples de segunda a domingo, criar um modelo – seja no papel ou computador – de todas as atividades, incluindo momento de lazer, alimentação, descanso entre disciplinas e outras atividades pessoais que precisam estar incluídas. 
 
 
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