12/05/2020 às 16h17min - Atualizada em 13/05/2020 às 11h08min

Netflix ganha quase 16 milhões de assinantes durante o primeiro trimestre

 

Durante o primeiro trimestre deste ano, a Netflix somou 15,8 milhões de novos assinantes,  e praticamente dobrou a expectativa dos analistas do mercado financeiro, que era de quase 8 milhões para este período, segundo pesquisas da FacSet. Com esses números, atingiu cerca de US$ 190 bilhões e ultrapassou concorrentes, como a Disney, que ficou avaliada na casa dos US$ 181 bilhões.  

O crescimento da plataforma de streaming está associado, principalmente, com a medida preventiva de reclusão social para frear as contaminações pela COVID-19. Com mais gente em casa, o tempo em frente às telas aumentou para assistir a filmes, documentários e seriados, entre outros formatos de vídeos e imagens. 

A maior parte dos novos clientes é de fora da América do Norte: cerca de 3,6 milhões dos novos clientes estão na Ásia-Pacífico e 2 milhões estão na América Latina. No entanto, mesmo com o aumento expressivo e o total de 182 milhões de contas pagas em todo o mundo, a empresa declarou que a alta do dólar e sua valorização afetou a receita. No Brasil, a perda foi de 25%, por exemplo. 

Reed Hastings, CEO da Netflix, ressaltou, através de uma carta aos acionistas, que o fim do isolamento ou sua flexibilização nos próximos meses em alguns países pode diminuir a curva de crescimento. Ainda de acordo com a empresa, mesmo com as pausas nas gravações por causa da pandemia, haverá estreias em 2020 e 2021, pois já possuíam conteúdos prontos ou pré-produzidos. Além disso, esperam adicionar globalmente mais 7,5 milhões de assinantes pagos no segundo trimestre, enquanto a estimativa caiu para 3,9 milhões pelos analistas, de acordo com a FacSet.

No início da pandemia, os especialistas acreditavam que serviços de assinatura como a Netflix e os índices de compras de eletroeletrônicos iriam ser os primeiros a despencar e ser cortados em resposta ao aumento do desemprego ao redor do mundo. Mas a alta no número de assinantes da gigante plataforma, entretanto, reflete diretamente o atual cenário no comércio de eletrônicos. 

Por causa do isolamento social, a rotina, os lazeres, os hobbies, o modo de consumir e de trabalhar das pessoas foram modificados, e a alternativa é buscar soluções online, para correr menos riscos de contaminação. Com isso, o e-commerce teve um faturamento de R$ 20,4 bilhões no primeiro trimestre do ano – alta de 26,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os analistas da Goldman Sachs preveem diminuição no preço médio de venda de aparelhos eletrônicos durante a pandemia. Nesse contexto, muitas famílias resolveram trocar seus eletrônicos para se divertir, pagar contas, comprar de forma segura, estudar e trabalhar. Houve um crescimento de 71% nas vendas online de televisões no mês de março em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados da consultoria GFK. Já sistemas de som com tecnologia wireless avançaram 62%. 

Também é um bom momento para encontrar notebooks em promoção, para desfrutar de melhores condições de home office e aulas à distância, por exemplo. Esses aparelhos, por sua vez, tiveram aumento nas vendas de 85%.
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