06/05/2020 às 15h09min - Atualizada em 06/05/2020 às 19h10min

Minas Gerais começa a aplicar plano de reabertura do comércio

 

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), detalhou em entrevista coletiva o plano intitulado como “Minas Consciente – Retomando a economia do jeito certo”, sobre a reabertura do comércio no estado. As lojas foram fechadas como forma de conter a disseminação do novo coronavírus (Covid-19).

A ideia é, basicamente, atribuir grupos às diferentes áreas econômicas, que eles chamam de “ondas” e também são separadas por cores, como branco, verde, amarelo e vermelho. Assim, na “onda 0”, que é representada pela cor verde, estão os estabelecimentos que nunca fecharam, como farmácias, supermercados e hospitais. A partir da “primeira onda” estão os demais comércios, que irão reabrir nas datas estipuladas e com controle do número de clientes no ambiente.

Para inserir cada tipo de negócio no planejamento e em suas respectivas “ondas”, a quantidade de pessoas que esses locais recebem ao mesmo tempo, o impacto do fechamento do estabelecimento na economia e o número de trabalhadores necessários para que possa funcionar foram estudados. Deste modo, os salões de beleza e as bancas de jornais estão listados na “terceira onda”, pois tendem a ser pontos de aglomerações.

Mesmo com o plano, a decisão final para a reabertura é de cada prefeitura. Antes disso, já havia mais de 150 cidades – dos 853 municípios – de Minas Gerais funcionando normalmente. Nesta ocasião, Zema lembrou que são locais em que não há incidência de novos casos e que o estado tem apresentado números estáveis da doença, sem que haja crescimento exponencial.

Enquanto isso, a capital Belo Horizonte permanece fechada e sem data de reabertura, de acordo com o prefeito Alexandre Kalil (PSD). “Não temos ainda a data de saída dessa pandemia, da flexibilização. Não temos porque a mesma técnica, a mesma ciência, que aqui prevalece de entrada será usada para saída dessa pandemia. Isso não é feito de qualquer maneira, isso é feito com responsabilidade, com matemática, com probabilidade e estatística e, principalmente, consciência”, disse em entrevista coletiva.

Sendo assim, escolas, universidades e comércios, mesmo que de pequeno risco, como floriculturas em BH, ainda não abrirão. Por isso, uma alternativa para os comerciantes e também para os consumidores é a venda desses produtos de forma online ou com atendimento personalizado e entregas por delivery.

Kalil também ressaltou que a reabertura será decidida de forma cautelosa e com uma equipe especial para isso. “Quem vai definir data de reabertura da cidade de Belo Horizonte é um grupo de trabalho técnico e científico, e, obviamente, como sempre fizemos no Plano Diretor, chamaremos os interessados, os que quiserem”, afirmou ele.

 
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