21/05/2014 às 02h44min - Atualizada em 21/05/2014 às 02h44min

Congresso Data Center supera índice de participantes

Edição 2014 cresceu em número de congressistas e expositores

Capital Informação

Realizada na última segunda, 19 de maio, em São Paulo, a sexta edição do Congresso Data Centers alcançou recorde de congressistas, visitantes e expositores. Foram 500 inscritos para acompanhar as nove apresentações focadas em temas-chave para o segmento - como virtualização total, eficiência energética, climatização, otimização de espaços, SDN, prevenção de incêndios e cabeamento. A área de exposição reuniu 26 fornecedores para apresentação de inovações tecnológicas e serviços especializados a profissionais de administração e monitoramento, analistas, gerentes e diretores de TI, engenheiros e consultores, além dos usuários corporativos.

 

“A cada edição, o Congresso Data Centers supera os números anteriores e se consolida como o ponto de encontro da cadeia de missão crítica do País”, relata a gerente geral da Aranda Eventos, Mônica Carpenter. “O sucesso impõe o desafio de continuar trazendo informação relevante e fornecedores capacitados a realizar negócios e entregar as tecnologias que vão suportar o crescimento previsto para o segmento ao longo dos próximos cinco anos”, afirma a executiva.

 

Para o mediador e coordenador técnico do congresso, Paulo Marin, o diferencial do evento tem sido trazer para a pauta os temas e tecnologias que, além de tendência, são os que possuem maior potencial de aplicabilidade no País. “O congressista e os visitantes querem conhecer inovações que eles possam trazer para melhorar o seu ambiente. Naturalmente, as tendências integram a programação e mostra, mas o conteúdo e as soluções focam-se em tecnologias modernas e viáveis para a realidade das empresas brasileiras”, destaca Marin.

 

O Congresso Data Centers contou com o apoio da Associação Brasileira dos Empregados em Telecomunicações (Abet) e da União Brasileira dos Instaladores de Cabeamento (Ubic). Na exposição participaram os grandes fornecedores do setor: 3M, APC Schneider Electric, Black Box, Brazil Market, Clemar Engenharia, Delta Cable, Eaton, Engetron, GH Supply, Hunter Douglas, Iscon, Klint, Grupo Legrand, Manage Engine, Marca Telecom, MTU, Multiway, OTG, Powernet UPS, Sec Power, Selta, Sistenge, Sparch, Telcabos, Valemam e Womer.

 

A próxima edição do Congresso Data Center está prevista para maio de 2015, em São Paulo. Mais informações serão disponibilizadas em breve no site da Aranda Eventos e Congressos http://www.arandanet.com.br/feira-congresso.html.

 

Destaques do Congresso

 

Fábio Costa, presidente da VMware, abriu o Congresso Data Centers 2014 defendendo a adoção da virtualização total das redes. “Construir uma arquitetura flexível, baseada no data center definido por software, é hoje o primeiro passo para a área de TI reduzir despesas com ativos fixos e passar a influenciar positivamente os resultados de negócios das empresas. Combinada aos serviços de nuvem, é a estrutura que suporta os bilhões de usuários e milhões de aplicativos acessados por dispositivos móveis”.

 

Mauro Faccioni, diretor da Fazion Sistemas, recomendou o comissionamento de infraestrutura, um processo de qualidade, que pode se feito em instalações novas ou existentes. “Entre os benefícios, estão a redução de reparos e correções, maior tempo de disponibilidade do data center, sistema de teste integrado e redução de custos periódicos (maior ciclo de vida)”.

Marcio Proença, engenheiro eletricista especializado em otimização de espaços em data centers e diretor de negócios na Netsolutions, advertiu aos congressistas: “Não chute a metragem necessária para os ambientes, em especial, o espaço para os sistemas elétricos, que deve ser proporcional à sua capacidade e redundância, e não necessariamente ao tamanho da sala de computadores”.

 

Rodrigo Alonso, arquiteto da AW Tech com 15 anos de especialização em projetos de salas de tecnologia, afirmou que, ainda que pequeno, um data center não pode negligenciar as premissas básicas de disponibilidade de segurança de uma estrutura maior. “Coordenação entre as disciplinas é a chave para o sucesso do projeto e da implantação”.

 

Milena Lange, especialista em refrigeração da Schneider Electric, destacou que a climatização precisa atender uma arquitetura flexível. “O sistema de climatização consome 30% a 40% da energia de um data center. Cerca de 90% das soluções instaladas são baseadas em sistemas perimetrais. Nesse caso, os principais desafios são as perdas e o controle da operação. Já os benefícios são o menor ROI, espaço White Space, faixa de capacidade e manutenção livre. A utilização do perimetral é mais viável em baixas e médias densidades e pode ser utilizada com ou sem piso elevado”.

 

Antonio Mariano, diretor de pré-vendas da HP, apresentou o conceito de Software Defined Networks (SDN) e seus benefícios. “Numa rotina típica de um data center são realizados mais de 250 mil comandos. O SDN prevê uma arquitetura de camada para o ambiente de rede, com aplicação, controle e infraestrutura. Todas as interfaces são abertas e padronizadas. Com sua adoção, é possível eliminar o problema de intervenção humana. O SDN também pode ser alinhado com os aplicativos e a rede. Este ano, várias empresas já estão implementando projetos piloto e, para 2015, implantações comerciais acontecerão em maior escala”.

 

Felipe Decourt, sócio e diretor de negócios da Selta Fire & Automation e professor da Fundação Getúlio Vargas, abordou a proteção contra incêndio. “25,5% dos incêndios em data centers são causados por falhas e curtos-circuitos elétricos. A estanqueidade faz parte da solução de um ambiente protegido. Para todas as tecnologias de combate ou prevenção, a estanqueidade do ambiente protegido é fundamental para a boa performance do sistema”.

 

Nathalie Sers, líder global em práticas para data centers da consultoria holandesa Deerns Group, destacou: “Os data centers precisam ser projetados de forma flexível e escalável para as novas necessidades de negócios. E a eficiência energética está atrelada a uma série de fatores, incluindo testes e comissionamento, design e monitoramento”.

 

Ivan Uliana, da TE Connectivity, encerrou o congresso falando sobre conectividade óptica 40/100 GbE. “O usuário exige cada vez mais conexões com altas velocidades. É importante discutir plataformas para ter data centers mais eficazes, com melhor custo benefício e capazes de atender às demandas por largura de banda. Para resolver a questão de alta densidade, foram criadas novas soluções, como o conector MPO, que possibilita utilizar novas tecnologias, transmitindo diversos canais num mesmo conector, e ampliar a velocidade da rede utilizando a mesma infraestrutura”.


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