24/03/2020 às 16h36min - Atualizada em 24/03/2020 às 16h42min

Como ficará o turismo no Brasil após o coronavírus?

O turismo é um setor de grande peso para a economia mundial, mas o COVID-19 o está afetando de forma significativa. De acordo com os diretores do Wobzie, a estagnação é temporária e a tendência é que, após o controle do surto a nível global, os incentivos e ações de toda a sociedade tenham a capacidade de restabelecer a harmonia das coisas e evitar que os danos ao turismo sejam duradouros.

DINO
http://wobzie.com

A pandemia causada pelo COVID-19 está atingindo a vida de milhões de pessoas ao redor do mundo, seja em sua saúde, seja em sua rotina. Mudou também a programação de milhares de turistas, já que muitas fronteiras pelo mundo foram fechadas e voos e cruzeiros cancelados. Diante desse cenário, o turismo brasileiro também já sente os efeitos nada animadores do surto. A pergunta que não quer calar é: como ficará o turismo no Brasil após o coronavírus?

Um bom exemplo de como o COVID-19 está afetando o turismo no Brasil é o adiamento do lançamento do Wobzie, o guia em rede social de turismo, lazer e cultura em que o usuário participa com comentários e em contrapartida tem acesso a ofertas e cupons de desconto. Segundo os executivos do Wobzie, Ricardo Trentin e Fabiano Trentin, o portal, cujo lançamento estava previsto para os primeiros meses de 2020, ficará para depois do surto do coronavírus. Enquanto isso, fica no ar uma página de pré-lançamento.

O turismo é um setor de grande peso para a economia mundial. Para exemplificar sua importância aqui estão os dados Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, na sigla em inglês): em 2018 o setor de turismo foi responsável por 10,4% de toda a atividade econômica do planeta, gerando 319 milhões de novos empregos (um em cada cinco dos que foram criados desde 2014).

Aqui no Brasil, segundo dados do mesmo WTTC, o setor de turismo foi responsável por uma receita de mais de 150 bilhões de dólares (cerca de 750 bilhões de reais). De acordo com a pesquisa, elaborada pela consultoria britânica Oxford Economics, a contribuição do turismo brasileiro ao Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 3,1% em 2018, totalizando US$ 152,5 bilhões (8,1%). Em comparação com os últimos dados (2017), o turismo teve um aumento de 0,2% sobre as riquezas nacionais.

Embora a letalidade do coronavírus seja relativamente baixa, comparada com a de outros vírus como SARS e H1N1, a grande força do coronavírus (COVID-19) é sua velocidade de contaminação, de maneira que restringir a circulação de pessoas exporia menos pessoas ao contágio. Por essa razão as medidas restritivas como isolamento social, fechamento de fronteiras, cancelamento de feiras e congressos, e até o adiamento das Olimpíadas, estão afetando diretamente o turismo no Brasil e no mundo.

No dia 16/03/2020 a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) registrou uma queda de “30% por voos domésticos e redução de 50% nas viagens internacionais, em relação ao mesmo período do ano passado”. Dia 12/03/2020 a LATAM, uma das gigantes do setor, anunciou uma diminuição de aproximadamente 30% de seus voos internacionais devido à baixa demanda em virtude das restrições de viagens impostas por alguns governos com o avanço do coronavírus.

Em meio a essa crise advinda da pandemia do COVID-19, a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) recomendou que responsáveis pela emissão de passagens e vouchers de hospedagem facilitem a remarcação e cancelamento sem multas para os clientes. De acordo com a Abav “as políticas de remarcações não são padronizadas, dependem de cada fornecedor, e as agências fazem toda a intermediação necessária”.

Nessa linha de pensamento, o Governo Federal publicou dia 19/03/2020 a MP 925, segundo a qual “o prazo para o reembolso do valor relativo à compra de passagens aéreas será de doze meses, observadas as regras do serviço contratado e mantida a assistência material”. E ainda, determina que “os consumidores ficarão isentos das penalidades contratuais, por meio da aceitação de crédito para utilização no prazo de doze meses, contado da data do voo contratado”.

Na tentativa de atrair consumidores e minimizar os danos advindos do surto de COVID-19, algumas empresas aéreas estão ofertando passagens mais baratas. Segundo um levantamento do portal UOL, alguns voos chegam a custar até 80% menos do que a média de ida e volta em relação ao mesmo mês do ano passado.

É verdade que o turismo no Brasil vem sendo significativamente afetado, mas medidas de segurança estão sendo tomadas para que os consumidores não sejam lesados, e quem sabe voltem em um espaço curto de tempo a retomar seus planos de viagem e reaquecer o mercado de viagens. Com paciência e determinação, o turismo no Brasil retomará seu curso e grandes projetos como o portal Wobzie poderão seguir seu rumo e facilitar a vida dos turistas.

Importante lembrar que as medidas de segurança e de higiene são cuidados para toda a vida, pois evitam a propagação de inúmeras doenças, não só do coronavírus. As principais são: lavar frequentemente as mãos com sabão; utilizar álcool em gel quando não for possível lavar as mãos; não tocar nos olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas; cobrir a boca com o braço ou com um lenço descartável ao tossir ou espirrar; utilizar lenço para higiene nasal e descartá-lo imediatamente; desinfetar objetos tocados com frequência, como celular, chave, controle-remoto , maçaneta, corrimão, volante e câmbio do carro.

Que o turismo no Brasil tenha uma recuperação digna da capacidade de seu povo de superar as crises. E como disseram em entrevista os executivos do guia virtual de turismo, lazer e cultura Wobzie, “o que se espera é que medidas de proteção vindas dos governos, bem como incentivos e ações de toda a sociedade, tenham a capacidade de restabelecer, mesmo que a passos lentos, a harmonia das coisas e evitar que os danos ao turismo sejam duradouros”.



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