17/03/2020 às 17h19min - Atualizada em 17/03/2020 às 17h19min

Do varejo aos serviços, veja como empresas estão lidando com a COVID-19 em São Paulo

Empresários da capital paulista sentem queda no faturamento e investem em ações para tranquilizar clientes e estabilizar ganhos

Redação

Longas filas em supermercados. Prateleiras vazias. Aulas suspensas. Pessoas buscando refúgio. Não, não é a história da famosa série sobre um apocalipse zumbi. É pior, pois é real e atual.

A capital paulista, assim como todos os grandes centros em no Brasil, está prestes a sentir as consequências mais sérias do COVID-19. E isso inclui a queda em negócios de praticamente todos os segmentos, seja no varejo, seja em serviços.

Em meio ao caos e à diminuição do consumo dos chamados itens não-essenciais, algumas empresas estão tentando tranquilizar seus clientes em relação à segurança oferecida para evitar a contaminação em seus pontos de venda.

Master House Manutenções e Reformas, maior rede de franquias do segmento no Brasil, por exemplo, decretou que todas as suas quase 100 unidades - 11 estão na Região Metropolitana de São Paulo -, devem medir a temperatura de seus colaboradores todos os dias, antes do expediente, além do uso obrigatório de máscaras respiratórias do tipo N95.

O negócio registrou alto número de cancelamentos de serviços nos últimos dias. “Muitos clientes decidiram por adiar serviços essenciais por não estarem seguros quanto à entrada de terceiros em suas residências ou empresas”, revela Allan Comploier, diretor da rede.

Já no varejo, a Óticas Kohls, marca de ótica originalmente alemã, com loja no Tatuapé, Zona Leste, instalou dez dispensers somente em seu salão de vendas, recomendando aos seus clientes que higienizem as mãos assim que entrarem na loja.

Além disso, a empresa também determinou que seus colaboradores usem máscaras do tipo N95, luvas cirúrgicas e promovam a higienização de suas cerca de 2 mil armações com álcool 70% ao menos três vezes por dia. “Ao menor sintoma, como tosse ou espirro, os colaboradores também serão imediatamente dispensados de seus postos”, garante Eduardo Carvalho, gerente operacional da marca, que diz ter sentido uma baixa significativa na procura pelos óculos, mesmo investindo em ações para a Semana do Consumidor.

Com seis unidades em São Paulo, a SmartGarage, rede de lojas do setor de acessórios para automóveis premium, as medidas incluem a proteção de pontos de contato – capas descartáveis para volante, câmbio, bancos e maçanetas -, além de uso de luvas cirúrgicas e máscaras. “Para cada serviço realizado, nossos colaboradores deverão trocar os materiais utilizados.

Embora as lojas tenham registrado queda na procura por parte de clientes nos últimos dias, um fator chamou a atenção. “Alguns clientes alegaram estar realizando serviços em nossas lojas para que possam viajar para longe em busca de isolamento social”, conta Thiago Banharelli, sócio da marca.

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