17/03/2020 às 10h44min - Atualizada em 17/03/2020 às 15h51min

Casos de diabetes tipo 2 em jovens crescem nos Estados Unidos

Os casos de diabetes tipo 2 em jovens cresceram vertiginosamente nos Estados Unidos. Nos últimos 15 anos, o salto entre os adolescentes foi de 55%. É mais do que estatística: a população com essa doença tem uma vida de restrições e limitações. Quando a doença não é diagnosticada precocemente, há riscos irreversíveis à saúde. Enquanto o tipo 1 da doença é ligado a fatores genéticos, o tipo 2 é relacionado com maus hábitos alimentares e sedentarismo.

Não há um número consolidado de diabetes tipo 2 em jovens no Brasil, mas especialistas acreditam que a tendência de crescimento é semelhante. “Quanto antes a doença aparecer, maior será o tempo de ação no organismo e, portanto, mais precoces podem ser os danos”, diz o endocrinologista Sérgio Atala Dib, coordenador do Centro de Diabetes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em entrevista à revista Veja.

Mas há um dado geral que pode dar conta de responder algumas perguntas. Entre 2006 e 2016, a quantidade de brasileiros com diabetes aumentou 61,8%. Os dados são de uma pesquisa realizada pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde. Já o 9º IDF Diabetes Atlas, divulgado recentemente pela Federação Internacional da Diabetes em 2019, apontou que 1,1 milhão de meninos e meninas com menos de 20 anos têm o tipo 1 da doença no mundo,

Quando não é genético, o principal fator de risco entre crianças e adolescentes é a obesidade. O consumo de ultraprocessados e de alimentos com excesso de açúcar colabora para o aumento de diabetes tipo 2 nos jovens. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) descobriu que uma em cada três crianças brasileiras estão acima do peso recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A obesidade pode ser causada por fatores genéticos, comportamentais e ambientais, mas a OMS considera que os maus hábitos são alguns dos principais responsáveis por esse problema de saúde.

Os fatores ambientais estão relacionados, sobretudo, com o estilo de vida urbano atribulado. Come-se mal e de forma apressada, e o foco é na facilidade, com prevalência de escolha de alimentos ultraprocessados e fast foods. O excesso de peso pode aumentar a resistência à insulina, hormônio vital para o metabolismo da glicose. Com insuficiência deste hormônio, a glicose fica concentrada no sangue, podendo provocar danos graves aos vasos sanguíneos e comprometer órgãos e tecidos.

A doença não tem cura. Uma vez diagnosticado, o paciente precisa focar no tratamento e em hábitos mais saudáveis, para ter uma vida com menos preocupações. Nesse caso, o recomendado é que o tratamento seja feito por uma equipe multidisciplinar, envolvendo médicos, profissionais formados em educação física bacharelado EAD, nutrição, psicologia, entre outros. Dessa forma, é mais fácil tratar a doença e controlar os fatores de risco.

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