28/02/2020 às 17h11min - Atualizada em 28/02/2020 às 17h36min

Saiba o que é e como funciona um bairro planejado

 
 
Além dos aspectos atribuídos ao imóvel em si, como o estilo de imóvel, conservação da estrutura — no caso de residências alugadas — e oferecimentos da propriedade, outros pontos são considerados na hora da busca por um novo lar. Um deles é a estrutura dos entornos, ou seja, o bairro.
E um estilo de bairro que tem dado o que falar, sobretudo dentro de grandes cidades é o de bairro planejado.
Priorizando qualidade de vida, esse tipo de bairro procura oferecer serviços que facilitam a vida dos moradores e agregam valor à região onde estão localizados.
Bairros que já fazem parte da história da metrópole, como Jardins e Pacaembu, iniciaram o movimento da projeção de regiões, mas nasceram em uma outra época, muito mais espaçosa e com habitantes que exibiam um estilo de vida diferente do restante da cidade, ou seja, de elite.
Outro bairro famoso é Alphaville, localizado na Grande São Paulo. Surgido em meados do anos 80, estabeleceu-se como um projeto de grande sucesso, mas que ressalta questões como a desigualdade e segregação social.
 

Solução fácil 

Os bairros planejados mais recentes, pelo menos dos últimos 10 anos, nascem com a proposta de dar conta de problemas típicos da cidade.
Feitos em parceria com o poder público, eles criam um núcleo de habitação composto de diversas torres, com incontáveis andares, em troca de oferecerem áreas abertas, iluminação e serviços de utilização coletiva.
Muitos dos empreendimentos têm investido em torres mistas, inserindo escritórios e coworkings no ambiente dos condomínios. Essa estratégia está alinhada à proposta dos bairros planejados, que busca diminuir as distâncias entre os moradores e o trabalho. Os moradores podem, assim, contar com serviços a um elevador de distância.
 

Espaço e tempo

Os novos modelos de vida exigiram novos modelos de habitação das cidades. Com bastante tempo dedicado ao trabalho, as famílias passaram a viver em apartamentos menores, mas com áreas de convivência em destaque.
Um dos grandes pilares dos empreendimentos de bairros planejados são as áreas de lazer. Com grandes praças centrais, ciclovias, equipamentos de ginástica e vias em ótimo estado de conservação, essas áreas não apresentam os mesmos problemas que o restante da cidade.
Com distâncias reduzidas entre morador e trabalho e mais comodidade nas tarefas do dia a dia, quem opta por morar nesses bairros paga por uma versão reduzida e melhorada da cidade.
 

Autogestão

Por sua dimensão elevada e administração — em partes — dividida com a prefeitura, os moradores acabam tendo uma certa liberdade de como realizam a manutenção dos serviços básicos, estabelecem regras e mantêm a organização de acordo com o planejado.
Uma das grandes preocupações centrais desses bairros é exatamente a segurança. Por lei, os empreendimentos devem ter as vias abertas (públicas), como qualquer outra parte da cidade.
Nesse momento, entram serviços de segurança particular e regras de circulação de pessoas não residentes das áreas ou que trabalham nas torres internas do bairro, com acesso restrito.
Outro aspecto importante diz respeito à integração do bairro com o restante da cidade. A oferta de todo tipo de serviço dentro do perímetro do projeto individualiza o fluxo de acesso a esses serviços, mas isso é um reflexo do suprimento de necessidades que a cidade em si não consegue oferecer a todos.
 
Transformação em andamento
Sendo uma tendência imobiliária recente, os bairros planejados ainda estão ocupando terrenos de áreas urbanas muito específicas, onde já existe bastante recurso e demanda por segurança.
Embora sejam uma opção para quem deseja habitar nos centros urbanos e não quer passar pelos problemas típicos das cidades grandes, os bairros planejados estão em processo de implantação e podem apresentar inúmeras configurações, exatamente porque nascem das necessidades locais de moradores e dos interesses imobiliários para a região.
 
 
 
 
 
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