20/02/2020 às 15h18min - Atualizada em 20/02/2020 às 15h39min

Cuidados necessários após o primeiro infarto: causas e prevenções

Após sofrer um infarto, o paciente deve  redobrar alguns cuidados com a saúde ao retomar suas atividades e também promover uma mudança de vida. É necessário repensar hábitos, combater o sedentarismo e a obesidade e acompanhar muito cuidadosamente a pressão alta, diabetes e colesterol. O cardiologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, André Gasparoto, afirma que é possível retomar uma vida saudável após sofrer um infarto, mas com uma série de cuidados.
 
Confira abaixo, as dicas e as informações mais importantes para quem passou por essa adversidade:
 
Acompanhamento médico regular: se o paciente não contava com isso até o momento, é crucial ter acompanhamento médico após o primeiro infarto. “Claro que os demais fatores de risco devem ser combatidos, especialmente o colesterol alto, diabetes, pressão alta e o sedentarismo”, ressalta o médico.
 
Terapia multidisciplinar: a reabilitação do paciente acometido por infarto é e deve ser multidisciplinar. “Não se faz apenas com consultas médicas e uso de medicamentos contínuos. Devemos indicar terapias e atividades físicas prazerosas, que fazem bem não apenas ao corpo, mas também à mente”, conta o cardiologista.
 
Tabagismo: ao parar de fumar as chances de um segundo infarto se reduzem a quase 50% em 5 anos, segundo uma pesquisa alemã feita durante dez anos com nove mil pessoas, entre 50 e 74 anos. “O infarto pode ou não deixar sequelas, sendo que o maior limitador é a extensão do acidente cardiovascular e com isso os sintomas relacionados à insuficiência cardíaca, como falta de ar e inchaço nas pernas. Porém, o fator de risco com maior impacto a médio prazo, é o abandono do cigarro”, completa o médico.
 
Mais cuidado aos 50 anos: os infartos são mais comuns após os 50 anos, mas os mais jovens não estão isentos. “Os principais motivos, além da questão genética, são o uso de drogas lícitas – como o cigarro - e ilícitas. Fatores ambientais também são muito relevantes: obesidade, falta de exercícios físicos e excesso de trabalho contribuem fundamentalmente para aumentar estes números”, reforça o cardiologista.
 
Dê tempo ao tempo: a reabilitação após um infarto varia de pessoa para pessoa, justamente por questões como sequelas no coração, doenças pré-existentes, preparo físico do paciente antes do acidente e sua idade. “A grande maioria consegue uma boa recuperação, quando acompanhados por especialistas, em 30 dias”, reforça André.
 
Qualidade do sono e exercícios físicos: assim como o estresse e a depressão, a falta de sono ou um sono sem qualidade também faz parte da lista de fatores de risco para um segundo infarto. Por isso, é preciso dormir bem e ter apoio psicológico, caso necessário. “É importante que a pessoa faça exercícios supervisionados, porque isso também melhora a função cardíaca”, reforça.
 
A maioria dos pacientes que foram acometidos deve fazer um cateterismo para saber se existem outras obstruções nas coronárias e desta forma decidir a melhor linha de tratamento. “Pode ser apenas um tratamento clínico, com angioplastia ou até mesmo cirurgia cardíaca. A minoria precisará de transplante cardíaco, mas quanto mais infartos a pessoa tiver, maiores são estas chances”, finaliza o médico.
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