13/02/2020 às 14h23min - Atualizada em 13/02/2020 às 15h17min

O professor além do horizonte

Em tempos de polarização política e tentativas de cerceamento à liberdade do professor no exercício da livre docência, os cursos de graduação que formam professores em Pedagogia, Letras e Matemática do Instituto Singularidades, em São Paulo, inovam os seus currículos e contribuem de forma sistemática para a ampliação do conhecimento e a visão de mundo dos futuros professores e dos atuais docentes.

Marcelo Ganzela, coordenador do curso de Letras, enfatiza sobre a importância de uma formação ampla do docente no mundo contemporâneo. “Aqui no Singularidades, investimos muito na troca de saberes entre os professores dos cursos de graduação para que possam levar o conhecimento com novos repertórios para a sala de aula. Dessa forma, desenvolvemos junto aos nossos alunos um olhar mais apurado sobre os aspectos da contemporaneidade que são novos para eles e para nós”, diz Ganzela.

Nos cursos de Letras e Matemática, o Instituto Singularidades introduziu a disciplina “Manifestações Culturais Juvenis”. Para Ganzela, nenhum professor pode fechar os olhos para as manifestações culturais que estão aflorando por todos os lados e já fazem parte da humanidade e da cultura dos jovens do mundo moderno. “Os professores têm de ter esse olhar investigativo, para provocarem os alunos que estão em busca de novos conhecimentos”, diz.

As disciplinas e ações que olham e dão brilho ao multiculturalismo são várias. Os professores que saem formados pelo Instituto Singularidades acolhem e entendem outras maneiras de enxergar o mundo, muito além de Pedro Alvares Cabral.

Ganzela explica que as aulas acontecem de maneira horizontal. O pedestal, antes reservado ao professor, hoje é compartilhado também com os alunos e seus saberes. Ele dá como exemplo a aula de Literatura Africana que ocorreu recentemente na Praça Roosevelt. Um aluno do curso que trabalha com escrita criativa formatou o projeto junto com o professor da disciplina. “Os alunos, cada um com um fone no ouvido,  caminharam após  lerem um livro de contos com personagens urbanos. Durante o percurso pelo centro, o colega/professor atuou como guia e responsável em provocar a ampliação de novos saberes dos colegas de classe”, conta Marcelo.

Durante toda a formação os alunos do Instituto Singularidades  aprendem, conhecem, sentem, analisam, questionam, discutem e percebem que para ser um bom professor é necessário sair da zona de conforto e estender sua visão muito além da sua percepção de mundo.

 

 

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