07/02/2020 às 15h19min - Atualizada em 11/02/2020 às 13h36min

Como a queda da taxa Selic impacta os investimentos do mercado financeiro

Compreender o funcionamento da taxa Selic, bem como suas influências sobre o mercado financeiro, é imprescindível para o desenvolvimento econômico pessoal. E isso devido ao auxílio do índice no aprimoramento das aplicações e no domínio sobre a diversificação da caderneta, possibilitando, assim, o desenvolvimento de novos investimentos.
A tarifa fixa atua diretamente sobre o comportamento de indexadores, como o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA),  medidor oficial da inflação, e o Certificado de Depósito Interbancário (CDI).
Em dezembro de 2019, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou o quarto corte seguido de 0,5 ponto em 20 meses, atingindo o rendimento de 4,5% ao ano. Esse é o resultado mais baixo já registrado desde que a taxa básica de juros foi criada, em 1986.
 

Definição da Selic

Sistema Especial de Liquidação de Custódia, a taxa Selic é um sistema empregado pelo Banco Central (BC) responsável por registrar as transações relacionadas aos títulos do Tesouro Nacional.
Grande parte dessas ações são adquiridas por bancos e instituições financeiras, que realizam empréstimos uns para os outros. Também são obrigados por lei a repassar uma parcela de seus depósitos ao BC que, devido ao enorme volume de operações diárias, impõe o fechamento equilibrado dos caixas, evitando, assim, o excesso de capital em circulação, controlando, consequentemente, a inflação.
Pode-se dizer, então, que a Selic é o valor diário conferido às operações de empréstimos entre os bancos que utilizam ativos públicos como termo de garantia. A taxa média das concessões averiguada no Sistema Especial, plataforma que opera os títulos, equivale à taxa Selic.   
No site do Banco Central são fornecidos dados diários sobre a taxa básica de juros, além de históricos e informações complementares.
 

Cortes na taxa Selic

Os cortes recorrentes na taxa são realizados para estimular o consumo interno. De modo geral, quando os juros decaem, o valor conferido ao crédito também segue a tendência. Desse modo, a busca por empréstimos aumenta, ocasionando uma maior circulação de capitais.
Contudo, mediante esse processo, a inflação tende a crescer, mesmo que mais timidamente, se comparado a momentos críticos. Assim, a população economicamente ativa sente menos a força do IPCA, mantendo, assim, o consumo em alta.    
No setor empresarial, o corte na Selic representa uma queda no endividamento, fator que possibilita um maior desenvolvimento. Já para os investidores, momentos como esse indicam um menor rendimento nos ativos correspondentes à renda fixa, mas são uma excelente oportunidade para aplicar em rendas variáveis.
 

Taxa de juros e a inflação

O BC concebe os juros como um mecanismo de controle à inflação, uma vez que os índices de alta e queda influenciam diretamente sobre o consumo familiar e a obtenção de créditos.
A administração ocorre da seguinte maneira: quando a inflação está elevada, o Banco Central aumenta os juros para que haja uma redução no consumo e, consequentemente, uma queda dos preços. O contrário também é conferido, pois quando a inflação se encontra em baixa, há uma derrubada dos juros, estimulando o consumo.
A Selic, por sua vez, influencia integralmente as taxas de juros, sejam elas advindas de financiamentos, empréstimos, aplicações, etc., servindo de referência para esses índices.   
Assim, quando o BC decide alterar para baixo a taxa, cai a rentabilidade dos ativos vinculados a ela, fazendo com que os custos desembolsados pelos bancos também diminuam. Dessa maneira, a redução na Selic implica em uma queda nos juros cobrados pelas instituições financeiras.
Caso haja um aumento, o contrário é notado, e os bancos acabam cobrando mais pelos empréstimos.
 

Atuação da Selic na poupança

No ano de 2012, uma norma foi implementada, causando alterações na rentabilidade da poupança também de acordo com a taxa Selic.
Ao ultrapassar 8,5% ao ano, o rendimento da poupança deve ser de 6,17% ao ano (ou 0,5% ao mês) mais a Taxa Referencial (TR). Quando a Selic é inferior aos 8,5%, a poupança rende 70% do valor da Selic mais a TR.
 
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