10/02/2020 às 19h15min - Atualizada em 11/02/2020 às 13h36min

Fevereiro Roxo: saiba como evitar ou lidar com o Lúpus

Por Rosangela Sampaio

Fevereiro é o mês referente ao combate e conscientização do Lúpus, uma doença autoimune (quando o sistema imunológico da pessoa ataca tecidos do próprio corpo, por engano) e pode afetar múltiplos órgãos e tecidos.

Fadiga, febre, dor nas articulações, rigidez muscular e inchaços, vermelhidão na face em forma de "borboleta" sobre as bochechas e a ponta do nariz são alguns dos sintomas que afetam cerca de metade das pessoas com Lúpus.

Além disso, há lesões na pele, que surgem ou pioram quando expostas ao sol, dificuldade para respirar, dor no peito ao inspirar profundamente, sensibilidade à luz do sol, dor de cabeça, confusão mental e perda de memória, linfonodos aumentados, queda de cabelo, feridas na boca, desconforto geral, ansiedade e mal-estar como outros presságios recorrentes no processo de descoberta da doença.

Descubra as quatro formas de manifestação do lúpus e suas causas

Lúpus Discoide: esse tipo de lúpus fica limitado à pele da pessoa;
Lúpus Sistêmico: esse tipo de lúpus é o mais comum e pode ser leve ou grave, conforme cada situação. A inflamação acontece em todo o organismo da pessoa;
Lúpus induzido por drogas: essa forma do lúpus também é comum e acontece porque substâncias de algumas drogas e/ou medicamentos podem provocar inflamação com sintomas parecidos com o lúpus sistêmico. Nesse caso, tende a desaparecer assim que o uso da substância terminar;
Lúpus neonatal: esse tipo de lúpus é bastante raro e afeta filhos recém-nascidos de mulheres que têm lúpus. A criança, ao nascer, pode ter erupções na pele, problemas no fígado ou baixa contagem de células sanguíneas, mas esses sintomas tendem a sumir naturalmente após alguns meses.

Lúpus e a saúde mental

É comum receber no meu consultório pacientes com depressão e alteração de humor em decorrência do Lúpus.

Ainda não foi encontrada a sua cura, no entanto, o tratamento paliativo, quando aplicado de forma adequada, pode controlar e até fazer desaparecer alguns sintomas da doença.

O processo psicoterapêutico também é um dos caminhos para auxiliar o paciente no tratamento contra a enfermidade. Na clínica, o paciente é convidado a refletir sobre as suas emoções e como gerar mais emoções positivas - visto que a doença não tem cura - buscando engajamento e aceitação, sentido de vida, realizações e relacionamentos positivos.

Cada paciente lida à sua maneira em relação ao seu diagnóstico, entretanto, deixo algumas dicas que podem ajudar no tratamento:

- Descanse bastante e evite exposição ao sol;
- Medite e relaxe;
- Trabalhe o aprendizado do otimismo;
- Aproveite as coisas boas;
- Pratique exercícios regularmente, alimente-se bem e de forma saudável e procure descansar;
- Busque um grupo de apoio de pacientes com o mesmo problema que você.

A campanha é importante porque nos faz compreender o nosso papel na sociedade em relação à doença. E mostra que podemos mudar os nossos hábitos, nos informar e termos um papel de destaque com relação a prevenção da doença!
 

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