09/05/2014 às 23h40min - Atualizada em 09/05/2014 às 23h40min

Estratégia e investimento para garantir água a todos

O grande drama, exposto no cotidiano, atinge um número enorme de famílias.

Assessoria de imprensa Gabinete vereador José Américo

(*) Por José Américo

 

No planejamento das cidades, nesta segunda década do século 21, alguns pontos são essenciais para garantir a qualidade de vida da população. Afinal de contas, não se pode usufruir dos recursos que o planeta oferece, sem considerar aspectos como equilíbrio ambiental e o desenvolvimento sustentável. As considerações são altamente relevantes quando se trata da água - o principal elemento que garante a sobrevivência das espécies.

Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que cada um de nós precisa de 50 a 100 litros de água potável, a cada dia, para beber, preparar alimentos e higiene pessoal. O problema maior,  segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), é que, no ano passado, mais de 780 milhões de pessoas não tiveram acesso à água limpa em todo o mundo. Como garantir e preservar mananciais para as cidades,  sejam elas pequenas, médias ou grandes, em regiões em pleno desenvolvimento, como é o caso dos 645 municípios do Estado de São Paulo?

Novamente vale pontuar os alertas de ambientalistas ligados à OMS: a qualidade das principais fontes de água (rios, lagos e represas)  está sendo comprometida pela ação predatória do homem. Ao mesmo tempo, as autoridades  não investem recursos necessários e de forma eficiente para garantir água de qualidade para a população. Em um futuro próximo, esta situação pode levar à real falta de água para populações inteiras. Por sinal, é o caso da região metropolitana de São Paulo, que já corre o risco de racionamento.

O grande drama, exposto no cotidiano, atinge um número enorme de famílias. Afinal, as populações da Grande São Paulo e da região integrada pelas bacias Piracicaba, Capivari e Jundiaí somam  em torno de 20 milhões de pessoas e têm aumentado 1% ao ano. Isso significa, também, 220 mil pessoas a mais a demandar água a cada ano. Para agravar ainda mais o quadro, a recente seca levou o nível das águas do Sistema Cantareira a menos de 10%, o mais baixo dos últimos 80 anos.

Os especialistas em abastecimento pontuam que as secas já eram fenômeno esperado e consideram ter  faltado, por parte das autoridades do governo paulista, visão estratégica, prevenção e investimentos adequados para garantir água para as cidades. É importante mudar o vetor do desenvolvimento a qualquer custo e sem planejamento. É indispensável preservar rios, lagos e represas e investir nos sistemas de captação e distribuição de água.

  (*) O autor é presidente da Câmara Municipal de São Paulo. Contato:joseamerico@camara.sp.gov.br.


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