13/01/2020 às 13h55min - Atualizada em 13/01/2020 às 14h12min

Segundo pesquisa, brasileiro demora mais de 5 anos para ter diagnóstico correto de doenças inflamatórias intestinais

Os brasileiros demoram cerca de 62 meses para chegarem ao diagnóstico preciso de doenças inflamatórios intestinais. As informações foram divulgadas pela pesquisa do Centro de Doença Inflamatória Intestinal, publicada no periódico americano Dovepress.

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Os brasileiros demoram cerca de 5 anos (ou 62 meses) para chegarem ao diagnóstico preciso de doenças inflamatórios intestinais. As informações foram divulgadas pela pesquisa do Centro de Doença Inflamatória Intestinal, publicada no periódico americano Dovepress.

A pesquisa levou em consideração dados de 329 pacientes, que foram acompanhados entre 2003 e 2017 pelos cientistas que encabeçaram a investigação.

Pesquisa mostra impacto da doença de Crohn e da retocolite ulcerativa

Cerca de 4,5% das pessoas analisadas apresentaram doença de Crohn, enquanto 35,6% mostraram quadro de retocolite ulcerativa. Ambas as patologias atingem mais o público feminino. A pesquisa buscou compreender melhor como se dá esse cenário para planejar formas de detectar o problema precocemente, assim o tratamento poderá agir o quanto antes.

Diferenças entre a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa

Doença de Crohn: trata-se de uma doença inflamatória crônica, que pode aparecer em qualquer ponto do tubo digestivo, desde a boca até o ânus. Os principais sintomas da doença de Crohn são: dor abdominal, diarreia, perda de peso, febre e enfraquecimento.

Retocolite ulcerativa: a doença ataca, especificamente, a região que vai do final do intestino grosso até o reto. Os sintomas podem ser muito similares aos da doença de Crohn, além de poder apresentar hemorragias e a sensação de urgência para evacuar.

A importância da prevenção

Identificar doenças inflamatórias intestinais pode ser uma tarefa um pouco complexa, mas hoje existem diversos exames que ajudam os médicos a traçar um diagnóstico preciso. São eles: a colonoscopia, a tomografia, exames de imagem, ressonância magnética, além de biópsia.

A análise clínica, realizada pelo médico no momento da consulta, também é muito importante. Ainda que o diagnóstico a partir de quadro clínico não seja tão preciso, já fornece um panorama ao médico, de forma que, quanto mais cedo for feita a consulta, melhor.

O tratamento mais adequado

Muitas dúvidas cercam o tratamento para doenças inflamatórias intestinais. A doença de Crohn e a retocolite ulcerativa são condições crônicas que não possuem cura, porém há tratamentos para ampliar a qualidade de vida do paciente e controlar os sintomas.

Dentre os tratamentos, é possível citar o procedimento de ostomia, que visa criar um canal ligando o intestino ao ambiente externo, possibilitando ao organismo excretar fezes e urinas sem prejuízos à saúde.

Quem opera o intestino tem que usar a bolsa de colostomia?

Não necessariamente, porém toda cirurgia realizada no intestino traz riscos, de forma que o paciente pode se tornar ostomizado mesmo sem projeção disso.

A ostomia é um procedimento que demanda acompanhamento médico desde o princípio, para que não restem dúvidas e para que o paciente tenha acesso a todas as informações necessárias, antes e após a ostomia.

Ostomia prevê diversos direitos ao paciente, e é fundamental se manter informado

A ostomia é um procedimento que garante ao paciente ostomizado diversos direitos, e isso porque a pessoa ostomizada é considerada deficiente física. Para saber tudo sobre o procedimento, a recuperação, o uso da bolsa de colostomia, conte com orientação de especialista no assunto, a Osto+.

A Osto+ é uma comunidade que surgiu para ajudar pacientes em estágio pré ou pós-ostomia, no intuito de levar informações sobre o procedimento e como é o dia a dia do ostomizado.
Navegue pelo site para conhecer mais sobre a Osto+.



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