06/05/2014 às 18h12min - Atualizada em 06/05/2014 às 18h12min

Impostômetro da Associação Comercial chega a R$ 600 bilhões

Em 2013, marca também foi atingida dia 6/5, revelando que arrecadação parou de crescer - é a 1ª vez que isso ocorre desde 2009; levantamento mostra que tributos podem abocanhar 50% do preço de presentes para o Dia das Mães

Assessoria de Imprensa da ACSP

O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) alcançará, por volta das 15h20 desta terça-feira (6/5), a marca de R$ 600 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais pagos pelos brasileiros desde o 1º dia do ano.

Em 2013, esse valor foi registrado na mesma data - ou seja, não houve aumento da carga tributária de um ano para outro. É a primeira vez que isso acontece desde 2009. A razão é que, em abril deste ano, importantes setores da economia apresentaram queda no recolhimento de tributos, como o financeiro e o automotivo (em virtude de queda das vendas de automóveis). E também não houve receita extraordinária - como Refis - para impulsionar a arrecadação.

O presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, lembra que, mesmo assim, houve aumento de impostos recentemente. Segundo ele, apesar da desaceleração da economia, o governo federal elevou o imposto de bebidas e poderá aumentar o IPI de outros produtos. "Assim, deve-se ponderar que o governo já elevou a tributação das bebidas, que o consumo deve aumentar durante a Copa e que o governo poderá realizar novos aumentos de tributos sobre bens de consumo, o que contribuirá para uma desaceleração ainda maior da economia. Isso é inaceitável", frisa Amato.  

 

Histórico

O Impostômetro foi inaugurado em 20 de abril de 2005 e está localizado na Rua Boa Vista, centro da capital paulista. Além do painel, é possível acompanhar a arrecadação pelo portal www.impostometro.com.br. A ferramenta também permite calcular o que dá para os governos fazerem com todo o dinheiro e levantar os valores por município brasileiro.

 

Dia das Mães

Neste ano, os filhos, maridos e parentes das mães brasileiras vão pagar altos impostos ao comprar presentes. Os campeões são a maquiagem e perfume importados, com cargas tributárias de 69,04% e 78,43%, respectivamente. Para quem optar por esses mesmos produtos, só que nacionais, o Leão vai abocanhar 51,04% e 69,13%.

Já do preço de uma bolsa de couro, 41,52% são tributos. No caso das joias, são 50,44%. E, almoço em restaurante, 32,31%.

 

 


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