01/05/2014 às 22h09min - Atualizada em 01/05/2014 às 22h09min

Plano Diretor é aprovado na Câmara Municipal

Young vota a favor e apresenta melhorias pela sustentabilidade

Comunicação Vereador Ricardo Young

Depois de sete meses tramitando na Câmara Municipal, o novo Plano Diretor foi aprovado hoje pelos vereadores da Casa em primeira apreciação, com 46 votos favoráveis e apenas 2 contra. Após receber mais de 700 sugestões de organizações, cidadãos e do poder público, o projeto agora entrará na fase de apresentação de emendas dos vereadores e últimas audiências públicas. 

Na sessão plenária, Ricardo Young (PPS) defendeu a aprovação da lei, que direciona o desenvolvimento urbano da cidade nos próximos 16 anos. O vereador sustenta que a primeira aprovação possibilitará a continuidade da tramitação e o aperfeiçoamento do texto. O parlamentar adiantou vários tópicos para que o projeto possa corresponder às necessidade de uma cidade que enfrenta diversos efeitos das mudanças do clima e das persistente desigualdade social.  

Young utilizou o exemplo do Programa de Resíduos Sólidos para pedir que se aperfeiçoe os planos que estão no documento e que seguem essas diretrizes. “Estão previstas várias áreas para transbordo e usinagem do lixo produzido na cidade, para fins de reciclagem. No PDE, isso não está presente detalhadamente. Devemos observar isso para garantir que a lei seja cumprida”, argumentou.

O parlamentar ainda apresentou a necessidade de se atentar à questão das áreas de cobertura vegetal na cidade e de desenvolver a capital com princípios de edificação sustentável. “São Paulo é a megalópole do mundo com a menor área verde per capita por cidadão. Não é possível subtrair-se de São Paulo nem um metro quadrado do verde. Ao contrário, temos de regenerar o espaço urbano. Temos de resgatar, nas áreas de adensamento, ações que passam pela construção de telhados verdes, captação de água para reuso e uma série de outros princípios.”

Sobre a construção dos eixos de mobilidade urbana e as zonas de interesse social, dois dos principais temas da revisão do Plano, Young ressaltou necessidade de as duas diretrizes serem implantadas conjuntamente. “Precisamos, nos eixos de mobilidade e adensamento, ter áreas de interesse social. Não basta apenas a cota solidária, que destina 10% de habitações populares nessas áreas. Temos de chegar até 30%, de todos os tipos. Se queremos uma cidade que não cresça para a periferia, temos de garantir novas moradias nas regiões centrais. O que não é possível é priorizarmos o mercado imobiliário”, apontou.


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