11/12/2019 às 16h48min - Atualizada em 13/12/2019 às 13h46min

Estudos revelam novas perspectivas para pessoas que vivem com doença falciforme

A doença falciforme é uma das enfermidades hereditárias mais prevalentes no Brasil e é causada por alterações na hemoglobina, proteína que dá a cor vermelha ao sangue e cuja função é transportar oxigênio para o corpo. Três estudos referentes ao tema foram apresentados durante o 61st ASH Annual Meeting & Exposition, que ocorreu em Orlando, com a participação de um grupo de especialistas da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.
 
O primeiro estudo, realizado na Inglaterra e nos Estados Unidos, revela como uma nova proteína conhecida como IX (NFIX) poderia corrigir anormalidades nos glóbulos vermelhos. Nas pessoas que vivem com a doença falciforme, os glóbulos vermelhos, conhecidos como eritroblastos, produzem hemoglobina defeituosa e se tornam deformados. A pesquisa aponta que o NFIX pode ser alvo de um medicamento que ajuda o corpo a produzir glóbulos vermelhos saudáveis.
 
O segundo estudo, realizado na Nigéria, traz evidências de que os suplementos orais de arginina podem aliviar a dor durante episódios relacionados à doença falciforme de dor intensa, conhecidos como crises vaso-oclusivas. A arginina é um aminoácido produzido no corpo humano, que pode ajudar na melhora da cicatrização e do desempenho muscular, além de estimular o sistema imunológico. Nesse estudo, as crianças tratadas com arginina relataram níveis baixos de dor, necessitaram de menos analgésicos e receberam alta hospitalar mais cedo do que aquelas que as que receberam placebo. A Nigéria apresenta uma das maiores populações de pessoas atingidas por doenças falciformes.
 
Já o terceiro estudo, realizado na Califórnia (EUA), mostra que há uma fragmentação dos cuidados das pessoas com a enfermidade durante a transição da adolescência para o início da idade adulta. Quando se tornam adultas elas começam a procurar centros médicos diferentes, o que pode ser muito prejudicial ao tratamento. A ideia é que a partir dessa pesquisa seja possível identificar os impactos causados pelas trocas e criar atendimentos mais consistentes durante a transição para a idade adulta.
 
Especialistas da BP estiveram presentes no 61st ASH Annual Meeting & Exposition para trazer as principais novidades sobre o tema e poderão falar sobre esses estudos. Se quiser saber mais, os materiais audiovisuais produzidos com os participantes foram compartilhados nas redes sociais da BP com a hashtag #BPnaASH2019 e na plataforma Crescer Juntos, hub de conteúdos de saúde produzidos pelos médicos da instituição a partir da participação em diversos eventos médicos internacionais.
 
Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »