29/11/2019 às 16h05min - Atualizada em 02/12/2019 às 14h52min

Gallardo sobre final da Libertadores: "Tem que saber perder"

No último sábado, os fãs de futebol tiveram a oportunidade de assistir a um verdadeiro clássico, digno de proporcionar reviravoltas imprevisíveis até por grandes casas de apostas, como a Betboo Cassino.
 
A final da Libertadores entre Flamengo e o River Plate, realizada no Estadio Nacional de Chile, foi repleta de emoções, com direito a gols que modificaram totalmente o andamento do jogo, marcados no final do segundo tempo pelo atacante Gabigol, jogador do time brasileiro.
 
O rival argentino, incisivo desde o começo e surpreendido diante dos gols sofridos nos últimos momentos, reagiu à repentina segunda colocação de maneira pouco familiar a quem acompanha o futebol latinoamericano.
 
Honrando as medalhas de prata recebidas, a equipe de Buenos Aires permaneceu em campo durante a consagração à equipe rival que, ao final, foi aplaudida pelo River Plate.
 
Esta postura, incomum para times argentinos, parece ter base no técnico Marcello Manuel Gallardo:
 
“É preciso saber perder”, disse.
 
Com discurso motivacional, Javier Pinola também tentou motivar seus companheiros: “Já tivemos que nos levantar de situações piores”.
 
Rivalidade histórica 
O antagonismo entre Brasil e Argentina, ainda que meramente sustentado por fins de “humor”, se manifesta com significativa clareza quando o assunto é futebol.
 
Grandes rivais, times brasileiros e argentinos demonstram ferocidade quando se enfrentam em campo, em partidas nas quais entradas duras, faltas e cartões vermelhos são constantes.
 
A primeira vez que Brasil e Argentina se enfrentaram numa final de Libertadores aconteceu em 1963, quando o Santos FC enfrentou o Boca Juniors. A partida final, realizada no estádio La Bombonera, terminou com a vitória de virada do Santos, com gols de Pelé e Coutinho.
 
Desde então, os dois países se enfrentaram mais 13 vezes, com saldo final favorável à Argentina: foram nove vitórias contra cinco brasileiras.
 
A rivalidade entre as nações também acontece quando se compara os resultados de edições anteriores da Copa Libertadores. Com 25 finais favoráveis, a Argentina lidera o ranking com mais títulos do campeonato. O Brasil vem em segundo lugar, com 19.
 
Derrota honrada 
A final do último sábado entre River e o rubro-negro carioca tomou um rumo inesperado, já no final do segundo tempo, quando o então presumido vice-campeão Flamengo marcou dois gols contra a equipe adversária.
 
O placar de 2 a 1, favorável ao Brasil, levou ao delírio milhares de torcedores, muitos dos quais viajaram até o Chile para assistir à partida.
 
Surpreendidos pelo resultado, os jogadores do River Plate não esconderam sua tristeza  ao receber as medalhas de prata pelo segundo lugar.
 
Ainda assim, a atitude da equipe derrotada surpreendeu os periódicos esportivos argentinos.
 
Acostumado a escrever sobre a postura grosseira de seus jogadores conterrâneos, o jornalista Jorge Mario Trasmonte não hesitou em demonstrar sua feliz surpresa ao escrever sobre a partida para o jornal “Olé”.  “Em meio à tristeza e à frustração, aplaudiram a entrega do troféu aos brasileiros”, aponta em seu texto.
 
O jornalista abordou também as falas de Marcello Manuel Gallardo, técnico do time. Para o treinador, é necessário que o grupo saiba perder também, reconhecendo o valor da equipe contra a qual jogou.
 
Enzo Pérez, meia do River, completou: “É preciso felicitar o Flamengo”.
 
 
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