02/12/2019 às 11h26min - Atualizada em 02/12/2019 às 14h52min

Casas do futuro terão sistemas de inteligência artificial e internet das coisas

Hoje, os domicílios brasileiros, principalmente aqueles de classe média, já estão repletos de aparelhos eletrônicos e dispositivos móveis. Smart TVs, smartphones e tablets já são uma realidade. Mas, em breve, outra revolução está para chegar nas residências: a inteligência artificial e a internet das coisas (Internet of Things - IoT, na sigla em inglês). O mercado de autofalantes inteligentes já ultrapassou a marca de 100 milhões de unidades no mundo todo, de acordo com uma pesquisa da Strategy Analytics.

Esses dispositivos permitem que o usuário utilize comandos de voz para ter acesso a diversos recursos que vão muito além de tocar música. É possível ter acesso a notícias, jogos, previsão do tempo, entre outras informações, tudo por meio de um assistente de voz. Recentemente, a Amazon lançou os seus modelos de caixa de som inteligente aqui no país.

Nessa esteira de inovações domésticas, passaram a surgir objetos que se conectam com a internet, permitindo que eles possam ser controlados por meio de um celular, por exemplo. Estão nessa lista eletrodomésticos como geladeira e ar-condicionado. Essa conexão de acessórios pessoais, dispositivos domésticos e outros aparelhos faz com que o consumidor tenha diferentes experiências de consumo.

O foco é na comodidade: com o celular, você pode ajustar a máquina de lavar, as luzes acesas na casa e o ar-condicionado. Uma ampla variedade de tarefas pode ser feita apenas com comando de voz ou com um aplicativo no celular. Essa é a nova revolução doméstica que deve invadir as residências nos próximos anos. Ela já começou, mas ainda engatinha em alguns países.

Em julho de 2019, foi a vez da Positivo investir na internet das coisas no país. A empresa lançou três kits de produtos voltados para a automação residencial. Os dispositivos separados partem de R$ 99, enquanto os kits são vendidos por valores entre R$ 349 e R$ 499. Os gadgets são controlados por um aplicativo chamado Positivo Casa Inteligente.

Com esse lançamento, a Positivo mira na classe média e oferece produtos simples aos consumidores, se diferenciando dos grandes fabricantes que vendem TVs, geladeiras e ares-condicionados. São vendidos desde tomadas e lâmpadas inteligentes até câmeras de segurança, sensores e alarmes. 

Falando em segurança, essa é uma das facetas da internet das coisas. Os sistemas serão integrados, de forma que as câmeras já são utilizadas pelos moradores para verificar remotamente o que se passa dentro da casa, mas com a internet das coisas também surgem os sensores de movimento e as fechaduras controladas à distância. É um novo mundo que se abre para a proteção dos cidadãos. O sensor de presença pode enviar uma notificação pelo celular quando detecta a presença de alguém.

Nesse cenário, também se inserem os sistemas de reconhecimento facial para destravar portas e identificar as pessoas que chegam em um condomínio. Esse ponto, contudo, ainda é embrionário, já que diversos legisladores ao redor do mundo atualmente discutem a privacidade dos cidadãos e o rigor com a coleta e utilização desses dados. A União Europeia e o Brasil, por exemplo, já possuem leis gerais de proteção de dados.

A IoT poderá adicionar de 4 a 11 trilhões de dólares à economia global em 2025. No Brasil, o número pode chegar a 200 bilhões de dólares. Toda essa nova revolução tecnológica propiciada pela internet das coisas pode trazer inúmeros benefícios sociais e ajudar o Brasil a alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).

Para definir um plano de ação e debater os impactos regulatórios e jurídicos desse direito, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), promoveu a realização de um estudo técnico chamado “Internet das coisas: um plano de ação para o Brasil”. Com ele, pretende-se colocar em prática projetos para viabilizar a adoção dessas tecnologias de forma satisfatória, levando em consideração as características do país.


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