07/11/2019 às 10h49min - Atualizada em 08/11/2019 às 13h56min

Novembro Azul: necessidade de urinar mais vezes pode indicar câncer de próstata

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de próstata é o segundo tipo mais comum dessa doença, atrás apenas do câncer de pele. Somente em 2017, foram registrados 15.400 óbitos decorrentes dessa condição no País. A alta prevalência e mortalidade do câncer de próstata foram fatores que levaram ao surgimento do Novembro Azul: um movimento mundial que ajuda na conscientização e popularização de informações a respeito da doença, além de alertar para necessidade do diagnóstico precoce, fundamental para aumentar as chances de cura.
 
De acordo com Camilla Yamada, oncologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, a próstata é a glândula que produz o líquido seminal, um dos componentes do esperma, e está localizada logo abaixo da bexiga e à frente do reto, parte final do intestino, envolvendo o canal da urina. “O câncer de próstata é uma doença cujos principais fatores de risco são o envelhecimento, histórico familiar de câncer de próstata, fatores genéticos (na minoria dos casos), obesidade, alterações hormonais, entre outros. Normalmente, a doença cresce lentamente e nas fases iniciais se mantém confinado à glândula, tratado, em geral, de forma local com altas chances de cura ou, em alguns casos selecionados, apenas observado clinicamente. Por outro lado, há tipos mais agressivos que exigem maior complexidade de tratamento”, conta a especialista.
 
Como na maioria dos cânceres, o diagnóstico precoce é o principal fator que aumenta as chances de cura. Por isso, a importância de campanhas como o Novembro Azul e a realização dos exames de rastreamento, que aumentam as chances de diagnóstico em fase inicial. “Recomenda-se que todos os homens, entre 50 e 75 anos, façam exames de rastreamento a cada um ou dois anos, de acordo com a indicação médica. Mas caso exista histórico familiar relacionado ao câncer de próstata, o ideal é começar antes”, reforça Camilla.
 
A especialista alerta também que sinais como a dificuldade e a necessidade de urinar mais vezes, presença de sangue e a diminuição do jato urinário podem apontar câncer de próstata. “Avaliação médica e exames regulares são importantíssimos e as opções terapêuticas são inúmeras como cirurgia, radioterapia, manejo hormonal, quimioterapia e/ou radionucleotídeos. A opção de tratamento deve ser individualizada e o arsenal de tratamentos disponível proporciona altas chances de cura ou controle da doença.”, afirma a oncologista.
 
Sobre prevenção, a médica alerta que hábitos saudáveis e estratégia para rastreamento da doença são as melhores alternativas. A BP conta com um centro especializado no tratamento do câncer de próstata, com equipes altamente qualificadas, protocolos médicos auditados por instituições nacionais e internacionais e recursos tecnológicos de última geração. Um dos destaques é o sistema robótico da Vinci Xi® acoplado à mesa de cirurgia, o que permite realizar procedimentos mais complexos e minimamente invasivos.
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