29/10/2019 às 12h37min - Atualizada em 29/10/2019 às 12h37min

Publicitário Emílio Ivo Ulrich recebe o título de Cidadão Paulistano

Redação

Emilio Ivo Ulrich é brasileiro, nasceu em 19/05/1947, no município de São Valério do Sul, Rio Grande do Sul. Há 50 anos mora em São Paulo – SP, vindo de Porto Alegre. É casado com Irene Cândida Ulrich e tem tres filhos: Nadja Heleni, Juliano e Iara Maria Eli. É filho de Nair Panasiuck Ulrich, de nacionalidade polonesa e Reinoldo Ulrich, nascido em Ijuí - RS.
Devido às dificuldades de sobrevivência Emilio Ivo, e mais três irmãos, foram entregues para a LBA- Legião Brasileira de Assistência e abrigados na "Casa do Pequeno Jornaleiro", até completar 18 anos. Vendeu jornais nas ruas de Porto Alegre, até ser recrutado pelo exército brasileiro, na 6ª D.I.
Em 1964 presenciou o golpe militar que derrubou João Goulart e instituiu a ditadura militar.
Quando estudante secundarista foi eleito presidente do grêmio estudantil do Colégio Comercial Protásio Alves e, na sequência, foi secretário de agitação e propaganda da Uges-União Gaucha dos Estudantes Secundaristas. Emilio Ivo teve participação no movimento estudantil, no combate a ditadura militar, tendo sido perseguido e preso inúmeras vezes, conforme consta no fichário do SNI - Serviço Nacional de Informações, de 1967 até 1989.
Formou-se em publicidade e propaganda em 1968 e, após a promulgação do AI-5 "ato-5", que intensificou as perseguições às ações que eram contrárias à ditadura militar, Emilio Ivo então, mudou-se de Porto Alegre para São Paulo, em 1969.
Como publicitário e sociólogo, especializado em planejamento e pesquisa de mídia, exerceu suas atividades nas principais agências de propaganda em São Paulo e durante este período foi indicado pelos profissionais da área de mídia, para coordenar o "Grupo de Mídia" de São Paulo e o nacional.
No serviço público foi coordenador chefe de mídia da secretaria de comunicações do Governo do Estado de São Paulo, durante a gestão de André Franco Montoro.
No governo de Mário Covas foi dirigente da assessoria técnica da Secretaria de Transportes. Em 1988 filiou-se ao PSDB. Em 1997, assumiu a chefia de gabinete do vereador Dalton Silvano na Câmara Municipal de São Paulo.
Em 2005, foi nomeado coordenador de assistência social e desenvolvimento da prefeitura do município de São Paulo na gestão do prefeito José Serra, executando programas de assistência aos moradores de rua, aos menores em condição de vulnerabilidade social e atendimento de idosos e pessoas carentes na região da Subprefeitura da Vila Mariana e supervisionou a execução das atividades culturais e esportivas da região.
Em 2009, retornou a Câmara Municipal de São Paulo, para implantar e dirigir a diretoria de comunicação externa.
Emilio Ivo foi preso pela ditadura militar e enquadrado na "Lei da Segurança Nacional", devido às suas atividades vinculadas à VPR - Vanguarda Popular Revolucionária.
Foi torturado durante 30 dias ininterruptos no Doi - Codi, órgão de repressão do estado brasileiro, sob o comando do major Carlos Brilhante Ustra. Permaneceu preso outros 60 dias no DEOPS de São Paulo, dirigido pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury e preso mais 150 dias no "presídio Tiradentes", mantido pelo governo federal.
Participou do movimento pela anistia aos perseguidos, presos e torturados durante a ditadura militar e participou também da campanha pelo reestabelecimento das eleições diretas no Brasil.
Tem seu histórico político registrado e disponível no “Memorial da Resistência” em São Paulo, no depoimento na Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo, depoimento na comissão da verdade nacional e testemunho na “Justiça de Transição”, na Procuradoria Geral da República.

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