11/10/2019 às 14h48min - Atualizada em 15/10/2019 às 16h36min

Mulheres no agronegócio: cerca de 30% dos cargos de liderança no setor são ocupados por mulheres

Recentemente, a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), realizou uma pesquisa com cerca de 300 mulheres que atuam no setor de agronegócio no país. No levantamento, foi identificado que cerca de 30% dos cargos de gestão são ocupados por mulheres. Se comparada à indústria, que possui um índice de 22%, e a área de tecnologia com 20%, a liderança feminina ganha destaque nas operações do ciclo da agricultura e pecuária.
A coach especialista em desenvolvimento de lideranças e certificada pela Marshall Goldsmith Stakeholder Centered Coaching, Carolina Valle Schrubbe, comenta que, até  há pouco tempo, o agronegócio era dominado pela presença masculina e o estudo chamou a atenção pelo percentual de mulheres atuantes no setor.
Na pesquisa, a ABAG identificou que 71% das mulheres entrevistadas já enfrentaram problemas motivados por questões de gênero, apontando, principalmente, dificuldade em serem ouvidas e de ascenderem profissionalmente, mesmo que sejam capacitadas para isso. “As mulheres que sobrevivem e se destacam em um mercado inóspito, transformam dificuldades em desafios propulsores de suas carreiras. Elas costumam investir em doses extras de dedicação, estudo e aperfeiçoamento constante. Para se destacarem, muitas vivem uma eterna busca pela perfeição profissional”, ressalta Carolina.
Mas, é preciso atenção a estes padrões comportamentais, pois, segundo a especialista, este tipo de atitude é um dos 12 comportamentos que, com frequência, estagnam carreiras de mulheres brilhantes.Sally Helgesen e Marshall Goldsmith, autores do livro “Como as mulheres chegam ao topo”, apontam a tentativa de perfeição como um comportamento que até pode ter auxiliado a líder a alavancar na carreira, mas, que irá atrapalhá-la ao tentar alçar novos voos.
A especialista em desenvolvimento de lideranças Carolina Valle Schrubbe elaborou algumas estratégias produtivas para líderes com tendências perfeccionistas:
- Aprender a delegar;
- Ter clareza do que é prioridade;
- Treinar até que se sinta à vontade assumindo riscos calculados;
- Você não depende de ninguém para mudar esse hábito.
- Aceitar não ser perfeita é uma tarefa que somente você pode aceitar e mudar
“A liderança feminina deve ser vista de forma natural. Profissionais, sejam eles homens ou mulheres, podem ser brilhantes sem serem perfeitos. O desejo pela perfeição é utópico e traz frustração ao invés de aprendizado”, finaliza.



Sobre Carolina Valle Schrubbe
Carolina Valle Schrubbe é coach executiva da Marshall Goldsmith Group e sócia da SINN Coaching. Seu trabalho é apoiar líderes para que aumentem a eficácia do comportamento de liderança, com impacto direto no resultado dos negócios. Soma mais de 15 anos de experiência corporativa, sendo, dez em liderança com cargos de gestão na Caixa Econômica Federal e nove anos de experiência como instrutora estratégica para líderes e seus times.   
Carolina é certificada em Global Leadership Assessment pela MGSCC, practitioner SOAR pela Florida Christian University e em Alpha Assessment pela SBC.
Trabalha com o desenvolvimento de profissionais em todo o Brasil.   
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