08/10/2019 às 17h32min - Atualizada em 10/10/2019 às 11h27min

O intraempreendedorismo nas empresas

O mercado de trabalho cada vez mais competitivo exige profissionais não apenas competentes, mas sobretudo engajados. Foi-se o tempo em que chegar no horário, bater o ponto e cumprir as tarefas atinentes ao cargo ou função eram sinônimo de profissionalismo. Hoje, seja para pleitear um aumento de salário, habilitar-se a uma promoção ou, em muitos casos, apenas manter uma boa imagem perante as instâncias superiores, o colaborador precisa ir além do básico.
Conceito relativamente recente no linguajar corporativo, o intraempreendedorismo de certa forma reflete a avalanche de mudanças sociais e tecnológicas registradas nas últimas três décadas, um fenômeno que obriga os profissionais de todas as áreas a estarem em constante movimento, em busca de atualização e capacitação.
Na prática, o intraempreendedorismo se traduz na aplicação do empreendedorismo no âmbito interno das empresas e organizações. O intraempreendedor é aquele tipo de funcionário que não se contenta em executar tarefas. Pelo contrário: busca novas responsabilidades, empenha-se na melhoria dos processos e demonstra iniciativa tanto na resolução de problemas como na criação de novos métodos. Com suas ideias e sugestões no dia a dia, este profissional é a mola propulsora das grandes inovações, capazes de gerar valor para o consumidor do produto ou serviço oferecido por sua organização.
O intraempreendedor é um profissional ao mesmo tempo focado e inquieto, além de proativo, criativo, dedicado, irresignado, atento às novas tendências, propositivo, ambicioso – no melhor sentido da palavra –, capaz de enxergar senso de propósito em tudo o que faz, até mesmo nas tarefas mais comezinhas. De certa forma, sente-se como se também fosse dono da empresa, demostrando preocupação com eventuais dificuldades e procurando sempre atuar para minimizá-las ou até solucioná-las.
Se fosse possível resumi-lo a apenas uma característica, poderíamos dizer que o intraempreendedor é um profissional apaixonado pelo que faz. Muitas vezes, sua postura é a responsável pela inovação que resulta em métodos e tecnologias disruptivos ou na criação de novos produtos e serviços. O cérebro intraempreendedor é a célula que oxigena as empresas, produzindo reordenamentos e atualizações estratégicos e impulsionando sua competitividade no mercado.
Mas engana-se quem enxerga o intraempreendedorismo como atribuição exclusiva dos funcionários e colaboradores. Assim como os profissionais devem manter-se constantemente abertos à busca por aperfeiçoamento, empresários e gestores precisam oferecer um ambiente propício a quem se propõe a empreender internamente, em um processo que começa com a motivação, mas também exige comunicação clara e objetiva, descentralização de decisões, liberdade para criação e, claro, reconhecimento – seja em um e-mail elogioso compartilhado com a equipe ou até mesmo em uma eventual recompensa financeira.
Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »