05/08/2019 às 16h27min - Atualizada em 06/08/2019 às 13h20min

Mulheres usam tecnologia para relacionamentos sérios e casuais

Aquele pensamento comum de que as mulheres estão sempre a procura de um relacionameno sério já não faz parte do cotidiano de muitas delas. Trata-se de um equívoco quando o tema envolve relacionamento entre duas pessoas. É o que diz a psicóloga Yris Monalizza de Souza, consultora de relacionamentos do site Amor&Classe (www.amoreclasse.com.br). Segundo a especialista, a ideia de de que as mulheres estão desesperadamente procurando por compromisso foi alterada mediante as mudanças comportamentais e do novo papel que as mulheres assumiram na sociedade atual. "Há muitas razões pelas quais elas não querem mais encerrar suas vidas com a primeira pessoa que mostra sinais de interesse nelas”, afirma Yris. Uma delas é que as prioridades dessas mulheres mudaram. “Se antes era cuidar da família, dos filhos, hoje ela tem outras preocupações como a formação profissional, intelectual e a contribuição que pode dar à sociedade", afirma a psicóloga.
Esse novo posicionamento leva as mulheres a preferirem os relacionamentos casuais, aqueles em que não há razão para se preocupar com o parceiro ou dar satisfação de sua vida, seus projetos, suas preocupações ou vontades e desejos."As razões são tão variadas quanto as próprias mulheres", reforça a sexóloga Carla Cecarello, consultora do site C-date (www.c-date.com.br). Segundo a sexóloga, desde quando priorizaram outros objetivos, como o trabalho ou o autocuidado, as mulheres deixaram os relacionamentos para um segundo plano. "Elas saem, transam e não querem ninguém grudado nelas, cobrando pelos compromissos de um namoro sério só porque foram para a cama", diz Carla.
A mudança no comportamento e o aprendizado sobre relacionamento levaram tempo. Primeiro, porque as relações sexuais sempre foram um tabu para as mulheres, principalmente quando o assunto era experimentar. A mulher era taxada (pela sociedade) como vulgar, diferentemente dos homens que sempre mantiveram várias parceiras e eram tratados como machões, poderosos, fortes. Segundo, porque as famílias mais conservadoras sempre prepararam as mulheres para o papel de boa esposa, boa mãe e boa dona de casa. "Os tempos mudaram, as informações chegam mais rapidamente às pessoas e a sociedade avançou assim como os comportamentos", destaca a psicóloga de relacionamentos do Amor&Classe, Yris de Souza. Na questão das relações íntimas, as mulheres perceberam que ambos querem o mesmo: prazer. Seria e é injusto apenas uma parte ter seus desejos e vontades satisfeitos na cama. Elas passaram a exigir e a tomar iniciativas para que o sexo fosse bom para ambos. "Isso assustou um pouco os homens, o que justifica muitos deles terem uma postura mais romântica ou à procura de mulheres que queiram compromisso sério", observa a sexóloga do C-date, Carla Cecarello.
Atualmente, as mulheres não querem ou não estão prontas para uma parceria de longo prazo. Algumas são DTF, sigla em inglês para "Down to fuck", ou pessoas que estão prontas para fazer sexo sem que isso seja prioridade ou que estejam procurando especificamente por isso. Essas pessoas também não consideram o romantismo algo brega, mas seus objetivos - quando estão, por exemplo, em uma balada - não é a de encontrar um namorado, um marido, um amante. As possibilidades estão abertas para isso, mas não é a prioridade. É muito provável que a noite termine sobre uma cama, mas isso não quer dizer que no dia seguinte ela ligue para saber se o sexo foi bom, agradável, se o outro gostou e quer repetir a dose. “Normalmente, o encontro casual ficará na lembrança de ambos, mesmo que tenha sido uma relação alucinante ou qualquer outro adjetivo", afirma Carca Cecarello. E este tipo de relação é comum e tem sido aprimorada com as novas tecnologias (sites e aplicativos) de encontros e relacionamentos.
Os próprios sites de relacionamentos C-date (www.c-date.com.br) e o Amor&Classe (www.amoeclasse.com.br) são um exemplo disso. Lançado na Alemanha e com uma base de mais de 35milhões de usuários ativos em 8 países, o C-date possui mais de 5 milhões de usuários ativos no Brasil. Oferece a possibilidade de as pessoas se conhecerem, trocar mensagens e sair para saber se vale a pena terminar o encontro em quatro paredes e sobre uma cama. A prática é comum na Europa e segue as tendências de mudanças comportamentais das mulheres. Como definiram objetivos diferentes para suas vidas com maior dedicação à profissão e estudos, os relacionamentos passaram a ser superficiais ou um segundo plano na vida delas. Assim, o C-date entrou no filão de mercado como a ferramenta para aproximar pessoas que encaram o sexo como forma de satisfazer desejos. Para esses usuários, namorar e casar ficou está fora de cogitação. “Elas não têm tempo para se relacionar então é melhor sair com alguém que não vai ficar no pé ou achar que já está namorando depois de uma noite de sexo", destaca a sexóloga e consultora do site.
O conceito de mulheres que desfrutam de sexo sem compromisso, informal e mutuamente satisfatório não deve impressionar a mente das pessoas. Segundo Carla Cecarello é perfeitamente normal e saudável querer fazer sexo, ter prazer sem fingir ou mesmo sem que haja necessidade de compromisso. Os homens sempre fizeram isso. "Hoje isso não quer dizer que elas ou eles não se preocupam com os planos futuros, mas as prioridades mudaram", diz a sexóloga. Por outro lado, pessoas que passaram pela experiência do coração partido ainda acreditam que vale a pena recomeçar. "O romantismo existe porque é característico dos seres humanos", destaca  a psicóloga Yris de Souza. De acordo com a especialista em relacionamentos, as facilidades oferecidas pela tecnologia para o sexo entre pessoas que não querem compromisso de um lado também são oferecidas para aqueles que querem encontrar alguém para conviver. O site Amor&Classe (www.amoreclasse.com.br) tem foco no público maduro interessado em encontrar sua cara metade de forma romântica. Desde que iniciou as operações no Brasil em 2018, atingiu a marca de 2 milhões de usuários cadastrados. "Se de um lado existem aqueles que preferem encontros sem compromisso, o romantismo ainda é a chave para um compromisso sério para outros", complementa a psicóloga.
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