31/03/2014 às 03h13min - Atualizada em 31/03/2014 às 03h13min

Um currículo diferenciado para as habilidades socioemocionais e aprendizagem não cognitiva

Elementos estratégicos para a educação integral de alunos da rede pública e privada devem transformar a forma como o ensino é ministrado nas escolas

Jorge de Medeiros

As competências não cognitivas ou socioemocionais estão no centro do debate de como melhorar a educação no País e vários colégios as incluíram em seus projetos – seja com aulas específicas ou com propostas pedagógicas gerais como forma de transformar o ensino brasileiro nas instituições públicas e privadas do país.

O Instituto Ayrton Senna (IAS) concluiu, por meio de uma avaliação com cerca de 25 mil estudantes da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro em outubro de 2013, que o ensino dessas qualidades impacta direta e positivamente o aprendizado de língua portuguesa e de matemática. A intenção é que a ferramenta, seja usada para medir o desenvolvimento dessas competências nas escolas.

A Escola Internacional de Alphaville foi pioneira, em 2007, na inclusão de aulas de empreendedorismo em sua grade curricular. O projeto, que busca desenvolver nos alunos competências que poderão ser utilizadas nos mais diversos âmbitos de suas vidas, principalmente ao desenvolvimento de suas carreiras, facilita o desenvolvimento de habilidades como comunicação, relacionamento interpessoal, planejamento e liderança. “As aulas oferecem uma visão ampla da área de empreendedorismo, enfocando aspectos necessários à formação perante o ambiente de negócios competitivo do mercado”, diz Marcos Pereira, professor de empreendedorismo e Projeto de Vida e ex-aluno da Escola Internacional de Alphaville.

A instituição bilíngüe também abre espaço dentro da grade curricular para os alunos do Teens (Ensino Fundamental II) e High School (Ensino Médio) expressarem suas ideias com propósito pedagógico. Os estudantes se organizam em roda e discutem livremente todos os temas levantados durante as aulas de assembleias. “Levantamos conteúdos oriundos de uma disciplina teórica e os aplicamos no desenvolvimento de uma habilidade interpessoal. Não é ensinar o respeito, e sim, praticá-lo”, explica Talyta Carvalho, professora de filosofia da Escola Internacional de Alphaville. As assembleias representam um momento de discussão informal, mas com cunho pedagógico, que propicia a melhora do convívio entre os jovens e levam em conta, as habilidades não cognitivas e socioemocionais do jovem. “Os alunos narram fatos pessoais e aprendem como lidar com diversas situações”, completa a professora.

O colégio Mary Ward trabalha a formação de liderança com os alunos do 9º ao 3º ano, junto com outros colégios da Região Leste. A idéia é contribuir com os jovens na formação de cidadãos conscientes e atuantes na sociedade. “A formação de liderança dos alunos e análise crítica da realidade, estreita os vínculos de amizade e o convívio social, além de contribuir para que o jovem rompa os preconceitos, tenha uma postura crítica diante da vida, através de ações comprometidas consigo e com o outro”, explica César Marconi, diretor pedagógico do Colégio Mary Ward.


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