20/03/2014 às 03h00min - Atualizada em 20/03/2014 às 03h00min

Centro Marista de Defesa da Infância lança livro pelo Direito ao Brincar

Publicação visa contribuir para o fortalecimento do Direito ao Brincar e o desenvolvimento integral e humano na primeira infância

Cíntia Gomes

Observando as crianças brincarem, podemos notar que esse ato é essencial para a construção das relações, e que brincar acontece durante toda a vida.  É muito comum que crianças ao se juntarem, sempre questionam vamos “— Brincar de quê?”. Pensando nisso, o termo foi escolhido para dar nome ao projeto e ao título do livro desenvolvido pela Rede Marista de Solidariedade, por meio do Centro Marista de Defesa da Infância, lançado no dia 20 de março, na PUCPR, em Curitiba.

 

 

O lançamento do livro “Brincadiquê? Pelo Direito ao Brincar”, foi realizado no Espaço FTD Digital Arena, durante o seminário “O Direito ao Brincar e as Práticas Lúdicas para a Infância”. Um dos destaques do seminário é a participação de Adriana Klisys, pesquisadora sobre o brincar na infância e autora de livros como o Ciência, Arte e Jogo - Projetos e Atividades Lúdicas na Educação Infantil.

 

“Brincar é ganho de tempo, não perda de tempo! A brincadeira embala a criança para a vida e o adulto para encontrar sua natureza primeira. Brincadeira não tem idade, nem pra começar, nem pra terminar! Com ou sem filho, todo mundo deveria entrar na brincadeira e poder desfrutar dela o maior tempo possível”, diz Klisys.

 

O direito ao brincar está previsto no artigo 31 da Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança, na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente. É um dos temas do assessoramento a instituições, realizado pelo Centro Marista de Defesa da Infância, que considera o brincar na primeira infância fundamentais para a formação que embasa o desenvolvimento humano integral.

 

Conforme informações do livro, em pesquisa realizada pelo International Play Association (IPA) em 2010, envolvendo oito países em quatro continentes, foram identificadas 115 violações do direito de brincar pelo mundo, tais como a pressão para a aquisição de conhecimento educacional, o crescente papel da mídia eletrônica e a baixa consciência da importância do brincar e da recreação.

 

“É importante fomentar os projetos e políticas públicas com foco no brincar, a fim de fortalecer e efetivar esse direito para as crianças. Cabe aos adultos, educadores, voluntários, agentes sociais e de saúde, entre outros, facilitar a ação lúdica e a promoção desse direito”, enfatiza Sheila Pomilho, analista de assessoramento do Centro Marista de Defesa da Infância e organizadora do livro.

 

A publicação tem o intuito de contribuir para que as crianças sejam reconhecidas como sujeitos de direitos. Reúne artigos com temas que tratam do brincar, a exemplo das diferentes culturas infantis, das múltiplas linguagens, do espaçotempo, da educação, dos jogos, brinquedos e brincadeiras e da convivência familiar e comunitária. O livro trás, ainda, relatos de experiências e apresenta ações e práticas que apoiam e indicam novas possibilidades para efetivação deste direito nos cotidianos das instituições que compõem o Sistema de Garantia de Direitos.


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