14/02/2014 às 11h42min - Atualizada em 14/02/2014 às 11h42min

Morre aos 86 anos o arquiteto e urbanista Jorge Wilheim

O enterro será no Cemitério Israelita do Butantã, 14/2 às 14h30.

Rede Nossa São Paulo

O arquiteto e urbanista Jorge Wilheim, um dos fundadores da Rede Nossa São Paulo e integrante de seu Colegiado de Apoio, faleceu na manhã desta sexta-feira (14) em São Paulo, aos 86 anos. Ele estava internado havia um mês, depois de sofrer um acidente de trânsito.

Italiano nascido em 1928, tendo chegado no Brasil aos 12 anos de idade, Jorge Wilheim foi um dos principais urbanistas brasileiros com atuação política, sendo reconhecido por trabalhos como a reurbanização do Vale do Anhangabaú e do Pátio do Colégio (local de fundação de São Paulo), projetos do Parque Anhembi, mais de 20 planos urbanos incluindo o de Curitiba e da Cidade Industrial de Londrina e o Plano Diretor Estratégico que vigora em São Paulo de 2002 até hoje.

Histórico 

Jorge Wilheim ingressou na vida política como secretário estadual de Economia e Planejamento, na gestão Paulo Egydio Martins (1975), e de 1983 a 1986, no governo Mário Covas, foi titular da Secretaria Municipal de Planejamento (Sempla). Coordenou a elaboração do Plano Diretor de São Paulo de 1984 (não efetivado). 

Em 1981, venceu, em co-autoria com Rosa Grena Kliass, o concurso para a reurbanização do Vale do Anhangabaú, construído e inaugurado dez anos mais tarde. 

Em 1985, auxiliado por Jonas Birger, projetou o Centro de Diagnósticos do Hospital Albert Einstein. No mesmo ano, tornou-se presidente da Fundação Bienal de São Paulo. No governo Orestes Quércia, de 1987 a 1991, foi nomeado secretário estadual do Meio Ambiente.

Na administração seguinte, de Luiz Antônio Fleury Filho, entre 1991 e 1994, ocupou a presidência da Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo (Emplasa) e, em 1994, a convite da Organização das Nações Unidas (ONU), mudou-se para Nairóbi, no Quênia, para assumir o cargo de secretário-geral adjunto da Conferência Mundial Habitat 2, realizada em 1996, em Istambul, Turquia.

De volta ao Brasil, retomou projetos de planos diretores para cidades como Campos do Jordão e São Paulo, em 2000, e Araxá (MG), em 2002, além de realizar o projeto da cidade industrial de Londrina (PR) em 1997.

Retornou à vida pública na administração da prefeita Marta Suplicy, entre 2001 a 2004, novamente como secretário da Sempla. Na ocasião, coordenou a elaboração do Plano Diretor Estratégico de 2002, que vigora até hoje na cidade de São Paulo. Nesse período, publicou o livro “Tênue Esperança no Vasto Caos: Questões do Proto-Renascimento do Século XXI”, em que procurou sistematizar sua experiência no campo do urbanismo, lançando perspectivas para o futuro das cidades.

Também é autor de oito livros sobre urbanismo, desenvolvimento e vida urbana, entre os quais "FAX - Mensagens de um Futuro Próximo", também traduzido para o inglês. 

Velório e sepultamento

O velório de Jorge Wilheim ocorre até as 14h desta sexta no Hospital Einstein. O enterro será no Cemitério Israelita do Butantã, às 14h30.


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