14/12/2018 às 13h36min - Atualizada em 16/01/2019 às 14h11min

Depois de um ano, PRF publica edital para concurso no ano que vem

Após um longo processo de negociações, adiamentos e retificações, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) publicou na última semana de novembro o edital do seu concurso para convocar 500 agentes. No mesmo dia da publicação (28), o Cebraspe, que vai organizar o certame, já fez a primeira mudança, mas a estrutura principal permanece a mesma.

Os candidatos precisam ter ensino superior completo, carteira de habilitação e ter entre 18 e 65 anos e, se aprovados, vão receber um salário de R$ 10.357,88, já incluso o vale-alimentação de R$ 458 mensais. As vagas estão lotadas em 17 estados, sendo que Pará, com 88, Rondônia, com 74, Matro Grosso, com 57, e Mato Grosso do Sul, com 35, são os principais. Há ainda lugares no Acre (17), no Amapá (23), no Amazonas (28), na Bahia (17), em Goiás (27), no Maranhão (18), em Minas Gerais (9), no Piauí (22), no Rio de Janeiro (10), no Rio Grande do Sul (23), em Roraima, (15), em São Paulo (19) e em Tocantins (25).

As inscrições para o concurso da PRF começaram no dia 3 e vão até o dia 18 no site da Cebraspe. Os candidatos precisam pagar uma taxa de R$ 150 para fazer a prova, mas há possibilidades de pedir isenção. O exame será aplicado em todos os lugares onde há vagas no dia 3 de fevereiro, durante a tarde. A confirmação dos locais de prova saem um pouco antes, no dia 30 de janeiro.

Se aprovados no exame teórico, a seleção ainda possui outras seis etapas: teste de capacidade física, avaliação de saúde, avaliação psicológica, avaliação de títulos, investigação social e curso de formação.

"A publicação do edital é apenas parte do caminho para o ingresso de novos policiais. Antes mesmo do anúncio do concurso, em fevereiro, já estávamos tomando medidas para aperfeiçoar o perfil profissiográfico que queremos, de maneira que tenhamos a seleção daqueles que realmente são vocacionados para o trabalho policial e para a PRF", afirmou o diretor-geral do órgão, Renato Dias, horas depois da publicação.

Relembre

No começo do mês passado, o jornal Folha Dirigida publicou reportagem afirmando que a PRF pretendia publicar o cronograma do seu concurso até o final do ano. Pelas regras estabelecidas em julho e revistas em outubro, o órgão tinha até janeiro de 2019 para tornar público o edital. Em outubro, a Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou a banca organizadora, último trâmite que faltava para o prosseguimento do certame.

Em agosto, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou durante evento no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro, que o edital sairia ainda naquele mês. Na mesma semana, o superintendente da PRF em Pernambuco, Alexandre Rodrigues, cravou que o documento estaria no ar em setembro.

Dois meses antes, o diretor-geral da PRF, Renato Dias, havia entrado em uma negociação com o Ministério do Planejamento pela adição de mais 500 vagas ao concurso, com base em uma declaração do ministro da Segurança, Raul Jungmann, que revelou em março -- durante um evento da PRF no Paraná -- que a autorização para novas contratações poderia sair com mais de 500 vagas.

Com a negociação, a publicação do edital, que era esperada para junho, ficou para o segundo semestre. Segundo Dias, o órgão funciona desde 2017 com três mil funcionários a menos do que deveria para cumprir todas as suas funções. Até o final deste ano esse número pode aumentar com as aposentadorias que vão vencer. Se a PRF conseguisse convencer o governo, o concurso ofereceria mil vagas.

"O custo é o mesmo, seria um desperdício de dinheiro", afirmou o vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF), Dovercino Neto, ao jornal Folha Dirigida, na época. Ele e outros membros da entidade se encontraram com Jungmann em Brasília no final de junho para apresentar um estudo que classificava como "gravíssimo" o estado do órgão atualmente. "Tem unidades que funcionam com apenas dois policiais", reclamou. A FenaPRF ainda afirma que há viaturas paradas e postos sendo fechados em locais importantes do país, como fronteiras.

De acordo com o Painel Estatístico de Pessoal (PEP) do Ministério do Planejamento, foram 738 aposentadorias desde que o último exame foi realizado. Só no ano passado, 374 pessoas deixaram a organização e, em 2018, a expectativa é de que outros 189 servidores saiam da ativa até o dia 31.


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