27/08/2018 às 16h58min - Atualizada em 06/09/2018 às 14h52min

Mercado imobiliário tem incentivo de 1,5 milhão em compras com o FGTS

    A Caixa Econômica Federal, por meio da Resolução 4.676, do Conselho Monetário Nacional (CMN), anunciou mudanças para facilitar a concessão de crédito imobiliário no país, prevendo um incremento de R$ 80 bilhões no mercado. Agora, os brasileiros que desejarem usar recursos do FGTS poderão financiar um imóvel de até R$ 1,5 milhão. Hoje, os limites são de R$ 950 mil para imóveis em São Paulo, Rio, Brasília e Belo Horizonte, e R$ 800 mil no restante do Brasil. As medidas entram em vigor a partir de 1º de janeiro de 2019.

           A mudança pode ser aplicada em imóveis que estiverem dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que possui juros máximo de 12% ao ano, além de correção monetária TR. O teto de R$ 1,5 milhão já foi adotado temporariamente entre fevereiro e dezembro de 2017. Como não houve impacto negativo no FGTS, a decisão foi de manter a regra permanente. A medida pode influenciar a procura por imóveis em boas regiões, como o bairro Jardim Europa, em Porto Alegre.

           Outra mudança foi em relação aos bancos, que agora possuem maior flexibilidade para direcionar os recursos da poupança. Atualmente, de cada R$ 100 na caderneta de poupança, R$ 65 devem ir para o financiamento imobiliário, sendo que R$ 52 são obrigatoriamente emprestados segundo as condições do SFH.

           A partir da nova regra, os bancos e os mutuários poderão pactuar livremente as taxas de juros sem a exigência de aplicação de recursos pelas condições do Sistema Financeiro de Habitação. Quando não houver dinheiro de FGTS no negócio, também não haverá limite para o financiamento.

           Segundo o Banco Central, essa maior liberdade não resultará em maior custo para o consumidor, já que a maioria das instituições financeiras já aplica juros entre 8 e 10%, abaixo do teto do SFH. “As condições de mercado atuais sugerem que não haverá alta nos juros. Isso amplia o leque de opções e pode baratear as condições de financiamento para o mutuário, que tem que avaliar qual é a melhor opção para ele”, disse o diretor de Regulação do BC, Otávio Damaso, à Agência Reuters.

           Para estimular o financiamento de imóveis de menor valor, o CMN também determinou que os bancos que financiarem imóveis de até R$ 500 mil possam multiplicar esse recurso por 1,2 na hora de contabilizar se cumpriram o patamar mínimo que deve ser direcionado ao crédito imobiliário.

 
Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »