23/12/2013 às 18h13min - Atualizada em 23/12/2013 às 18h13min

Exposição "Sensações", de Rorian Guimarães, tem prazo estendido na Casa da Fazenda do Morumbi

Graças ao grande sucesso de público, a exposição "Sensações", do artista plástico e produtor de vídeo Rorian Guimarães foi estendida. Após o recesso das festas de fim de ano, ela volta a ser mostrada na Casa da Fazenda do Morumbi, de 6 a 19 de Janeiro, sempre das terças-feiras aos sábados, das 14h às 20h.

de - São Paulo, SP
http://www.dino.com.br/releases/exposicao-sensacoes-de-rorian-guimaraes-tem-prazo-estendido-na-casa-

A terceira exposição do artista Rorian Guimarães, "Sensações", que inaugurou a galeria de arte da Casa da Fazenda do Morumbi, no último dia 1o. de dezembro, em São Paulo, acaba de ter seu prazo estendido a convite de Jussara Martins, curadora da Academia Brasileira de Arte Cultura e História ABACH, entidade à qual pertence a Casa da Fazenda do Morumbi. Inicialmente prevista para ficar em cartaz de 2 a 21 de dezembro, graças ao sucesso de visitações ela vai ficar aberta à visitação pública de 6 a 21 de Janeiro, após o recesso das festas de Natal e Ano Novo.

"Sensações"reúne 44 obras do autor, em que o desenho é a técnica empregada em retratos e paisagens. Pela primeira vez, o artista conta com a dedicação de uma curadora, a museóloga Vera Lucia de Oliveira Filinto, do Museu de Arte Contemporânea da USP. O título "Sensações" foi empregado em função da expressividade das figuras, "não poucas vezes, pelo foco de alguma área específica destes rostos, como olhos, lábios, nariz, ou mesmo pelo formato da cabeça. Há ainda representações de rostos com camadas sobrepostas a maneira de máscaras. A proporcionalidade ou sua transgressão, a intensidade ou a diluição da cor, tudo é usado de modo a compor a emoção a ser transmitida", conforme descreveu Vera.

Cerca de 40% das obras em exposição estão comprometidas. A expectativa do artista é a de que o sucesso estenda-se à visitação de leiloeiros, marchands e diretores de Institutos ligados à disseminação da Arte e da Cultura no eixo Rio-São Paulo. "Quando recebi o convite para estender a exposição, da Jussara Martins, curadora da ABACH -- mérito que reparto com a curadoria impecável da Vera Filinto -- , tive exatamente o mesmo sentimento de quando Ivan Izola (Diretor à época do MIS ), nos convidou para estender a exposição "Fractals a Realidade do Inimaginável", realizada na década de 80. É uma sensação de dever bem cumprido, de cumplicidade com a arte e do sucesso na tradução de sentimentos imateriais para mídia material. Só tenho a agradecer", disse Rorian Guimarães, um dos pioneiros da arte digital no Brasil, além de roteirista e diretor de vídeo.

Mimesis

Uma das características da mostra em cartaz na Casa da Fazenda do Morumbi é a aplicação do conceito de mimesis enquanto simulacro. Conforme explicou Vera Filinto, "usada na Grécia antiga e desenvolvida por Platão, a mimesis se refere a duas maneiras de trabalhar o referente: uma como cópia e outra como simulacro. A cópia respeita as relações exatas de medida do objeto a ser reproduzido. Já o simulacro cria a imagem do objeto reproduzido valendo-se de ilusões, ou seja, da alteração das relações exatas de dimensões do objeto. Alfredo Bosi se refere à mimesis enquanto simulacro como 'reprodução seletiva do que parece mais característico numa pessoa ou coisa' .

Nos desenhos expostos, alguns inéditos, outros de exposições passadas, estarão presentes, ainda, referências, apropriações e releituras de outros artistas, mas realizadas de forma sutil. Diversos trabalhos incorporam princípios do expressionismo, e os aplicam de um modo próprio, segundo as escolhas do artista, notadamente influenciado por Vincent Van Gogh. Novamente seus "12 Girassóis" da exposição do ano passado são apresentados, desta vez, lado a lado. De acordo com Vera Filinto, " foi uma opção curatorial para aproximar esses universos particularizados permitindo uma fruição diferenciada. Se de forma individual o girassol se impõe, em conjunto sua força se amplia. E, também dessa forma, se evidenciam as referências aos campos de girassóis de Van Gogh". A exposição "Sensações" conta com o apoio de Nestlé Dolce Gusto, Presença Propaganda e Saint Luiger Sorvetes.

Sobre Rorian Guimarães
Carioca de nascimento e criado em São Paulo, Rorian Woelpl Guimarães estudou Engenharia e Análise de Sistemas na FAAP. Começou aliar arte à tecnologia ainda antes do final de seu curso, tornando-se um dos pioneiros da arte digital no Brasil. Roteirista e diretor de vídeo, criou, em 1987, com o irmão Julian Woelpl Guimarães e Andre Michel Descombes, a exposição inédita e de vanguarda mundial “FRACTALS, a Realidade do Inimaginável”. A mostra, contendo 26 obras foi apresentada no Museu da Imagem e do Som de São Paulo, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado, também em São Paulo, e no Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Campinas. Em 2010, lançou a “ART GRAPHITE”, mostra virtual em forma de aplicativo (App), com 21 obras e acesso exclusivo pelo iPhone e Ipad. A mostra continua na loja da Apple (clique aqui) e já teve mais de 2 mil downloads, a maioria na França e nos Estados Unidos, e cerca de 7,5 mil views. Em 2011, fez sua primeira exposição solo, na Gallery, do shopping D&D da capital paulistana, intitulada "Expressões". De 3 a 10 de novembro, o público pôde ver um scrapbook, com 34 trabalhos dispostos em um booklet, acompanhado de um vídeo sobre as obras, e a exposição de outros 17 trabalhos, além de dois outros vídeos mostrando a primeira fase do trabalho em papel de Rorian, elaborada com grafite, até a fase em que ele faz a transposição das suas nuances para as cores, com a técnica do pastel seco, aumentando a área das peças. No ano seguinte, Rorian realizou, no mesmo espaço Gallery, a exposição intitulada “12 Girassóis, um tributo a Johanna van Gogh”, com 30 trabalhos em carvão, grafite, pastel seco e pastel óleo, divididos em três séries; a dos Girassóis, das Marquesas e das Expressões. Hoje, o acervo do artista supera os 1.000 trabalhos e ele foi um dos selecionados para expor este ano no tradicional Salão de Artes Plásticas do Rio de Janeiro (no Clube Militar), em sua 61a. edição.

Sobre a Academia Brasileira de Arte, Cultura e História (ABACH):
Fundada entre as décadas de 50 e 60 por Afrânio de Mello Franco, José Honório Rodrigues, Luiz da Câmara Cascudo e Dante Laytano, inicialmente com foco exclusivo para os interesses da história da Pátria, a Academia Brasileira de Arte, Cultura e História (ABACH) possui a outorga dos direitos do uso da Casa da Fazenda do Morumbi como polo cultural, graças ao seu trabalho desenvolvido em prol da cultura, mas também a credibilidade de sua capacidade de resgatar importante marco da história de nossa cidade. Promover a arte e novos talentos, organizar novas exposições e abrir espaço para divulgar a cultura e história brasileira é a missão da Academia, que tem José Maria Braggion na Presidência e Jussara Martins na curadoria.


Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »